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Uma superlua

Uma superlua neste sábado

Por Redação Engeplus

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Se o clima colaborar, mais um fenômeno astronômico e exuberante estará visível a olho nu na noite deste sábado. Mas a Superlua, segundo o professor de astronomia da Unesc, Luiz Carlos da Silveira, nada mais é do que a Lua cheia no Perigeo.

"Não terá nenhuma consequência no balanço interno da Terra e muito menos terá o poder de provocar novos terremotos como o que devastou o Japão na última sexta-feira", garante.

“É apenas uma curiosidade astronômica, quando o ponto de órbita do satélite natural está mais próximo da Terra e ainda coincide com a fase da Lua cheia”, acrescenta.

A coincidência vai deixar a Lua mais perto da Terra, iluminando o céu a uma distância de “apenas” 356.574 km, de acordo com os astrônomos. O fenômeno também é conhecido como Perigeo Lunar e não ocorre há quase 19 anos.

Para tranquilizar a população assustada com as associações de que a Superlua poderia influenciar em novos terremotos, a astronomia destaca o fenômeno apenas como uma situação especial.

O calendário do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, detalha a trajetória do satélite natural. “A Lua descreve em volta da Terra uma órbita elíptica e a distância entre os astros varia. Perigeo é o ponto mais próximo da Terra, assim como o Apogeo é o mais longe.”

Ainda de acordo com Silveira, o tamanho físico da Lua não tem relação alguma com o movimento da Terra, ao contrário das fases, que influenciam nas marés.

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