Criciúma
Unesc não adere ao novo Fies
A instituição como fundo garantidor, em vez da União, seria fator decisivo para a medida
Por Redação Engeplus
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A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), única instituição comunitária da região carbonífera e, entre as particulares, uma das principais de Santa Catarina, decidiu não aderir ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em 2018. A medida surge em decorrência das novas regras de funcionamento do programa, sancionadas no fim do ano passado pelo Governo Federal. A decisão foi discutida e acertada hoje, junto a Procuradoria Jurídica da entidade e o Diretório Central de Estudantes (DCE).
Sob alegação de que os aumentos dos custos inviabilizam a participação no processo, a reitora da universidade, Luciane Ceretta, revela ainda que a nova modalidade não é favorável nem para aluno. "Analisamos minuciosamente a proposta do novo Fies e entendemos que ela compromete a autonomia financeira da universidade, consultamos outras instituições e grande parte não vai aderir. A nova modalidade compromete também a vida do próprio estudante. Hoje, a carência para pagar esse financiamento é de dezoito meses, com o novo Fies passa para um mês. Outro ponto decisivo para essa decisão é que com as novas regras o fundo garantidor passa a ser a entidade, em vez do Estado", detalha Luciane.
Um movimento formado por universidades particulares que também não irão aderir ao novo Fies está pleiteando mudanças junto ao Ministério da Educação (ME). "Para que se modfifique as novas regras. Vamos lutar por isso", aremata ela. Luciane reforça que os alunos que já fazem parte do programa de crédito estudantil não serão prejudicados com a medida.
O presidente do DCE da Unesc, Alexandre Bristot Rocha, avalia a deliberação. “A reitoria preza muito pelo diálogo. Estamos esperando novos encaminhamentos do Ministério da Educação (ME). Algumas universidades do Rio Grande do Sul também não aderiram. Portanto vamos encaminhar ao ME uma proposta de mudança, pois assim fica inviável. Por parte do DCE, no dia 22 vamos sentar com os presidentes de cada centro acadêmico para avisá-los sobre a decisão”, arremata ele. "A própria universidade oferece um crédito estudantil de 50% e também conta com o Pravaler, que nas contas ficaria até mas viável para o aluno do que o Fies", complementa ele.
Segundo o MEC, o programa de crédito para estudantes de cursos superiores oferta 310 mil novas vagas este ano, sendo 100 mil a juros zero. Uma das mudanças trata dos financiamentos de uma das modalidades, que terão taxa de juros real igual a zero. Até o momento, a taxa ficava em 6,5% ao ano.
Confira as novas modalidades do programa:
Fies 1 – Na primeira modalidade, o Fies funcionará com um fundo garantidor com recursos da União e ofertará 100 mil vagas por ano, com juros zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de três salários mínimos. Nesta modalidade, o aluno começará a pagar as prestações respeitando a sua capacidade de renda com parcelas de, no máximo, 10% de sua renda mensal.
Fies 2 – Na segunda modalidade, o Fies terá como fonte de recursos fundos constitucionais regionais, para alunos com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos, com juros baixos e risco de crédito dos bancos. Serão ofertadas 150 mil vagas em 2018 para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Fies 3 – Na terceira modalidade, o Fies terá como fontes de recursos o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os fundos regionais de desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com juros baixos para estudantes com renda familiar per capita mensal de até cinco salários mínimos. O risco de crédito também será dos bancos. Serão ofertadas 60 mil vagas no próximo ano. Nessa modalidade, o MEC discute com o Ministério do Trabalho uma nova linha de financiamento que pode garantir



