Unesc orienta
Unesc orienta sobre a Gripe A
Por Redação Engeplus
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Professores, alunos e funcionários da Unesc participaram na tarde desta quarta-feira de palestra sobre a Gripe A. O encontro ocorreu no Auditório Ruy Hülse, na Universidade, com o pneumologista Renato Matos e com o coordenador da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, Paulo Hansen. A ação faz parte da campanha interna de prevenção da Reitoria, em conjunto com a UNA SAU (Unidade Acadêmica de Ciências da Saúde).
Desde 2010 a OMS (Organização Mundial da Saúde) declara que o vírus influenza A H1N1 2009 continua a circular no mundo com diferente intensidade em vários países e passa a ser considerada como mais um vírus sazonal. Nos meses de inverno registra-se o aumento das doenças respiratórias e, com isso, o aumento de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda, havendo a possibilidade de circulação de diversos subtipos.
Ainda de acordo com a OMS, a atividade viral atingiu seu nível máximo na segunda quinzena de abril de 2012 na maioria das áreas da região temperada do hemisfério norte. Conforme o pneumologista Renato Matos pacientes com suspeita de influenza devem completar o curso de tratamento independente do resultado laboratorial inicial negativo, a menos que um diagnóstico alternativo possa ser estabelecido.
Entre os agentes da gripe estão a Influenza A, H1N1 Sazonal, H1N1 Pandêmico, H3N2, Influenza B e Influenza C. “A vacina deste ano é trivalente. Possui a H1N1, H3N2 e Influenza B. No próximo ano serão quatro agentes”, contou Matos.
Segundo ele, a manifestação da gripe em crianças é diferente. Causa náusea, otite média, vômito, desidratação, irritabilidade, inapetência, quadro séptico com febre alta e convulsão. “Quando tiver dor ou febre não se deve usar AAS. Gripar e ficar com tosse de três a quatro dias é normal. Gripe não dá falta de ar. Durante o período febril, o ideal é ficar em casa. Só se faz o diagnóstico daquele caso grave que está no hospital”, ressaltou Matos, afirmando que a higienização é muito importante.
Segundo Paulo Hansen, a vacina diminui as possibilidades de casos graves na população com maior risco, como gestantes, doentes crônicos, idosos e crianças menores de dois anos. “Se você tiver febre alta repentina, tosse e dor de garganta, acompanhada ou não de dores musculares e nas articulações ou dificuldade respiratória, procure a unidade de saúde mais próxima”, declarou. Até o momento houve 33 mortes no Estado. A pró-reitora de Ensino de Graduação, Robinalva Borges Ferreira, e a diretora da UNA SAU, Luciane Ceretta, participaram do encontro.
Vacinação:
- Não deve ser feita durante o período febril e a vacina produz anticorpo de duas a três semanas. O pico máximo é de um a dois meses e a proteção dura de seis meses a um ano. É importante vacinar todos os anos.
- Crianças de 6 meses a 2 anos – 2 doses (0,25 ml) – intervalo 30 dias
- Crianças de 3 anos a 8 anos – 2 doses (0,5 ml) – intervalo 30 dias (para população indígena)
- Adultos e crianças a partir de 9 anos – dose única (0,5 ml)
Observação: Crianças com idade de 6 meses a menores de 9 anos que vacinaram em 2011 – uma ou duas doses recebem apenas uma dose.
Orientações:
- Lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar, depois de usar o banheiro, antes de comer, antes e após tocar os olhos, a boca e o nariz;
- Ao tossir ou espirrar, cubra a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
- Mantenha o ambiente ventilado, principalmente em casa, se possível recebendo luz solar;
- Adote hábitos saudáveis, com alimentação balanceada, líquido à vontade e atividades físicas;
- Evite, sempre que puder, aglomerações, ambientes fechados e contato com pessoas doentes.
Colaboração de Texto e Fotos: Daniela Savi / Comunicação Unesc



