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Preservação

Unidos pela Bacia do rio Urussanga

Comitê faz balanço positivo de atividades em 2013 e planeja 2014

Por Redação Engeplus

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Foto: Comitê da Bacia do Rio Urussanga

Há sete anos um colegiado composto por entidades representantes de usuários d água, da sociedade civil organizada e administrações municipal, estadual e federal cuida da Bacia do Rio Urussanga. O comitê gerencia a água; ou seja, monitora os recursos hídricos, a qualidade e o consumo da água, o comportamento das comunidades, as ações dos municípios desde preservação, recuperação e intervenções e está de olho no futuro dos rios da região.

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De acordo com a consultora da secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável em apoio ao Comitê da Bacia do rio Urussanga, Cenilda Maria Mazzucco, desde que foi criado o comitê trabalha para sensibilizar desde a comunidade escolar ao poder público que a água é finita e o recurso é indispensável para o desenvolvimento da região. “Preservar, sim, degradar, não. Em 2013 melhoramos a nossa comunicação com a comunidade, ampliamos as ações de educação ambiental nas escolas com saídas a campo desde as nascentes do rio Urussanga com o projeto Minha Escola Meu Rio e atingimos 300 alunos dos nove município da bacia”, celebra Cenilda.


A bacia do rio Urussanga é formada pelos municípios de Urussanga, Criciúma, Içara, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Jaguaruna, Pedras Grandes, Balneário Rincão, Treze de Maio e Sangão. Todos são atingidos diretamente pelo rio Urussanga. Por conta disso, este ano foi criada uma comissão de acompanhamento técnico do projeto de desassoreamento do rio Urussanga. O projeto foi protocolado no Governo do Estado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional de Criciúma. Por enquanto, é aguardada a aprovação das licenças pela Fatma para que se dê sequência aos estudos para desassorear o rio. Já hoube mobilização para inicar a busca de recursos para a execução dos serviços. Dos 62 quilômetros do rio Urussanga, o projeto será executado em 43 quilômetros.


“Essa ação é importantíssima para a região, mas algo que nos preocupa por conta do material pesado depositado no fundo do rio. Essa bacia é uma das mais críticas do Brasil em relação à qualidade da água”, lamenta Cenilda.


O rio Urussanga é formado pelo rio Maior, que é limpo, e o rio Carvão, que se une ao Maior, mas chega extremamente poluído. A consultora salienta que o estudo para desassorear terá que ser bem elaborado porque ainda deságuam no rio Carvão resíduos de depósito e rejeito de carvão, há muitas bocas de mina abertas, caem no rio efluentes de indústrias, esgoto doméstico, fora o que jogam, como sofás. E alerta para o cuidado na retirada do que está no fundo do rio.


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“Queremos que as comunidades tenham consciência de que a região tem uma herança de poluição forte. Para termos água no futuro precisamos recuperar, preservar e mudar o comportamento em relação ao uso dos recursos hídricos hoje. E essa é a nossa tarefa, conscientizar e lutar par termos rios mais limpos e evitar a ampliação da poluição”.


Projetos – Em 2014 o Comitê da Bacia do Rio Urussanga coordenará um cadastro de usuários de água )agricultores, pecuaristas, indústrias, aquaparques) – que não sejam da Casan ou Samae - para saber que uso cada um faz do recurso e quanta água usa para fazer um estudo comparativo com quanta água ainda há disponível na região.


Este ano, em assembleia, o Comitê fez a prestação de contas de 2013, foram aprovadas, e aprovado também o plano de ação para 2014.


Para conhecer o trabalho do comitê acesse: http://comitedoriourussanga.blogspot.com.br/ e www.aguas.sc.gov.br/comite-urussanga

Para conversar com os integrantes do colegiado: comitedoriourussanga@gmail.com


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