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Urussanga: memorial marca os 36 anos do acidente que vitimou 31 mineiros

Instalação do memorial era um pedido da comunidade

Por Jessica Rosso Crepaldi

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

A triste história deixou marcas doloridas em familiares, amigos, em toda a comunidade de Santana e da cidade de Urussanga que, na tarde desta quinta-feira, dia 10, prestou uma bela e saudosa homenagem aos bravos mineiros e suas famílias.

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Com esboço apresentado e aprovado pelos moradores da localidade de Santana, em 2019, foi instalado nesta semana o Memorial ao Mineiro que homenageia os 31 mineiros que perderam a vida há, exatamente, 36 anos na terrível explosão ocorrida dentro do painel seis, a 80 metros de profundidade, da extinta mina de carvão da CCU.

A instalação do memorial, um pedido da comunidade, foi feita pelo Poder Público. Já a homenagem realizada nesta tarde, que contou com orações, lembranças e contação de histórias, foi promovida pela comunidade que ainda sofre com o ocorrido, mas mantém viva a história de cada um dos mineiros que partiu no fatídico acidente.

O memorial é feito de pedra, com uma placa fixada, jardinagem e um canteiro onde foram plantadas 31 rosas fazendo menção às 31 vítimas. Para Salézio Donato Velho, um dos sobreviventes do acidente, o Memorial ao Mineiro é uma espécie de acalento para a dor que dura por longos 36 anos. “Eu sempre pedi por este monumento, pois é uma forma de lembrar nossos amigos que partiram. De alguma forma me traz um pouco de paz, de acalento para o coração. Finalmente ele foi edificado” relatou com a voz embargada pela emoção expressando com um aceno que não mais conseguiria falar.

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Já Maria Raquel dos Santos Leopoldo, irmã de Ronaldo (vítima do acidente), lembra da angústia dos momentos que antecederam ao resgate dos mineiros. “Soubemos da notícia, mas as informações eram desencontradas. Diziam que eles estavam apenas intoxicados e por isso saímos em busca de leite em todos os lugares que podiam fazer a doação, mas daí a confirmação foi outra e a tristeza tomou conta de todos nós, de todo o bairro de toda a cidade. Uma dor lembrada e vivida todos os anos, mas a vida precisa seguir e este memorial demonstra o respeito e o carinho de todo uma cidade por aqueles que perderam suas vidas naquele trágico acidente”, comenta acrescentando que três de seus irmãos poderiam ter perdido a vida na tragédia, pois houve troca de horário com colegas.

Colaboração: Xanda Cavaler

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