Política
Urussanga: vereadores debatem abertura de Comissão Processante para analisar cassação de Cancellier
Prefeito afastado é investigado na Operação Benedetta
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A Câmara de Vereadores de Urussanga vota na sessão desta terça-feira, dia 21, o pedido de abertura da Comissão de Investigação e Processante para analisar a cassação de mandato do prefeito afastado Luis Gustavo Cancellier (PP). Para que seja aprovado, dois terços dos votos, ou seja, seis dos nove parlamentares votantes, precisam ser favoráveis à abertura da comissão.
O prefeito afastado de Urussanga é investigado na Operação Benedetta, que identificou um superfaturamento superior a R$ 640 mil em projetos de duas obras realizadas com recursos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal.
Caso os vereadores rejeitem a abertura da Comissão de Investigação e Processante, o pedido de cassação é arquivado. Se aprovado, na mesma sessão serão definidos os três representantes (presidente, secretário e relator) que coordenarão a comissão. O prazo para apresentar o relatório é de até 90 dias. O conteúdo apurado pela comissão também precisará ser votado no plenário para definir a cassação ou não do mandato de Cancellier.
Investigação
O principal alvo da Operação Benedetta foi a Prefeitura de Urussanga. No inquérito policial, iniciado em setembro de 2020, foram indiciadas 14 pessoas, entre servidores públicos municipais, engenheiros e empresários, pela prática dos crimes de organização criminosa, desvio de recursos, extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento, falsidade ideológica e peculato.
A Operação Benedetta foi deflagrada em 20 de maio de 2021 e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em endereços vinculados a empresas, órgãos públicos, servidores públicos e empresários em Urussanga, Orleans, Siderópolis, Tubarão e Criciúma. A ação resultou no afastamento do prefeito.
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