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Vacina contra o HPV: um cuidado necessário

SUS distribuirá vacina para meninas de 11 a 13 anos

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Começa nesta segunda-feira a Campanha Nacional contra o HPV (o vírus do papiloma humano, principal causador do câncer de colo de útero). Meninas de 11 a 13 anos receberão as três doses da vacina preventiva do vírus durante a campanha, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades de saúde municipais de Santa Catarina. O HPV tem prevalência em 40% da população.

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A ginecologista e obstetra Joana Scheidt explica que mulheres que têm até 50 anos possuem até 80% de chance de pegar o papilomavírus. A transmissão do vírus acontece, principalmente, de forma sexual. "Pode acontecer por meio do contato de pele, mucosa e secreção. O HPV também pode ser passado de forma vertical, ou seja, de mãe para filho. As chances também são as mesmas para pacientes heterossexuais e homossexuais", afirma a médica.

De acordo com Joana, existem 100 tipos de HPV, sendo alguns de alto poder oncogênico (que pode levar ao câncer) ou de baixo poder oncogênico (que leva aos condilomas, ou verrugas). "Não existe o tratamento do vírus do HPV, mas sim o tratamento das doenças que ele causa. O vírus pode ficar latente no corpo da pessoa. Também pode haver a regressão espontânea, o que leva à cura. Em casos mais graves, no entanto, a paciente pode ter câncer de colo de útero", diz a ginecologista.

Vacinas - Joana explica que existem dois tipos de vacinas contra o HPV, a bivalente - que imuniza contra os tipos de HPV de alto poder oncogênico - e a quadrivalente - que imuniza contra os tipos de HPV de alto e baixo poder oncogênico. "O indicado é que mulheres de 9 a 27 anos tomem a vacina, mesmo as que já tenham sido diagnosticadas com o vírus. Como existem vários tipos de HPV, a paciente pode não ter tido contato com os outros subtipos que a vacina oferece", explica Joana.

Foi observando o corpo que a paciente Regina* descobriu o HPV. Durante um processo de depilação observou que tinha as verrugas ao notar sangue na cera e manchas escuras, das verrugas, na pele da vagina. "Estranhei o sangue e quando vi na cera tinha arrancado algumas verruguinhas sem saber. Fiquei muito preocupada com o que vi porque sempre vou ao médico com regularidade, tenho os exames preventivos em dia, e no dia seguinte procurei um médico ginecologista. A partir daí constatamos que era HPV e fiquei sem chão por já ter lido sobre o assunto e me informado sobre o risco de câncer", recorda.

Regina descobriu a doença em 2007 e precisou tratar dela até 2009, quando começaram a desaparecer as verrugas, que também nasceram na região do ânus. Na época, apesar de ter vida sexual ativa, ela optou por tomar a vacina mesmo assim. A primeira dose só estava disponível em Tubarão. As duas seguintes foram tomadas em Criciúma. "Após o tratamento é preciso estar ainda mais atenta ao corpo e à saúde íntima. As verrugas não voltaram, mas estou sempre observando a textura da pele e indo ao médico para ver o colo do útero", alerta.

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Segundo a ginecologista, a vacina é aplicada em três doses, ao longo de seis meses. A segunda dose é aplicada dois meses após a primeira, e a terceira dose é aplicada quatro meses após a segunda. "A eficácia da vacina chega a 98,8%. Mesmo após ter tomado a vacina, é necessário que as meninas façam os exames preventivos anuais, e o acompanhamento ginecológico. A própria ginecologista faz esse preventivo, normalmente um ano após a primeira relação sexual", explica Joana.

SUS - Criciúma também recebe a Campanha Nacional contra HPV, que ocorre entre 10 de março e 10 de abril. Meninas com idade de 11 e 13 anos poderão receber a vacina gratuitamente. O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações, introduziu a vacina quadrivalente contra o papilomavírus (HPV) no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a enfermeira esponsável pelo Setor de Imunização da Vigilância Epidemiológica, Joice Savi Silveira, a dose da vacina é indicada para quem ainda não iniciou a vida sexual, portanto, não teve contato com o vírus HPV. “Em Criciúma temos aproximadamente três mil meninas para imunizar, sendo que deste total, o Ministério da Saúde tem como meta imunizar 80% do público alvo. As meninas que estiverem matriculadas em escolas criciumenses e tiverem a autorização dos pais, serão imunizadas, independente da cidade de onde venham. Após o término das vacinações nas escolas, a vacina estará disponível nas Unidades de Saúde para as meninas que faltaram a aula no dia da vacina e para aquelas que não frequentam nenhum educandário”, relatou Joice.

* Nome fictício da entrevistada, que prefere preservar sua identidade.

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