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Vadão reconhece: “Hoje é difícil pensar o Daniel Carvalho jogando 90 minutos”

Necessitado de mais força, meia não suporta participar de uma partida inteira

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Fernando Ribeiro/www.criciumaec.com.br

Treinando no Tigre desde o final de março, quando foi contratado, Daniel Carvalho segue sem condições de jogar uma partida inteira com a camisa do Criciúma. Atrapalhado por lesões, o meia começou a ganhar ritmo de jogo após a pausa no Campeonato Brasileiro. Mesmo entrando somente na reta final das partidas, o atleta tem mostrado o seu potencial, e ajudado o tricolor a conseguir bons resultados. No entanto, para o técnico Oswaldo Alvarez, ainda é prematuro imaginar Carvalho jogando 90 minutos.

“Dificilmente ele suportará 90 minutos no ritmo que nós queremos. Vai ser muito difícil ele suportar pelas interrupções que ele teve com as contusões. É um jogador que veio mal, a gente teve todo um cuidado para não cometer nenhum tipo de erro na preparação. Ele até demorou, todo mundo achava que ele iria jogar mais rápido. Infelizmente, as condições que ele chegou a nível físico não eram boas. O problema dele não foi peso, foi força, que é uma coisa que se exige muito no futebol. Hoje é difícil você pensar ‘o Daniel Carvalho vai jogar 90 minutos‘. Mas nós também não queremos que ele jogue 90 minutos. Se ele conseguir suportar 60, 70 minutos para nós está ótimo, e aí aos poucos ele vai chegando lá. Agora nós precisamos analisar com todo o pessoal para ver, senão a gente vai usando dessa forma, e quando a gente sentir confiança em colocá-lo desde o início nós vamos fazer”, justifica Vadão.

Carente de um jogador diferenciado no setor de criação, o técnico do Criciúma não poupa elogios ao atleta. Mas acredita que Carvalho ainda necessita de uma dinâmica maior. “O Daniel tem entrado muito bem nos jogos e a gente espera que ele vá melhorando cada vez mais pra que ele possa cada vez mais ir entrando num tempo cada vez maior de jogo, com dinâmica, também recompondo o meio campo. As pessoas que estão de fora analisam somente o lado técnico, o técnico todo mundo sabe que ele tem, senão ele não estaria aqui. Ele jogou até na seleção brasileira. O que nós queremos é uma dinâmica maior, uma recomposição melhor no meio campo e isso ele vai adquirir com os treinamentos e os jogos. Mas nos jogos ele tem entrado muito bem. Ele é um jogador diferenciado. Foi por isso que nós o escolhemos”, pontua o comandante tricolor.

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