Vegetação esconde
Vegetação esconde o cemitério perdido
Por Redação Engeplus
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Descoberto há quase uma década pelo padre Quinto Baldessar, hoje com 84 anos, o cemitério dos imigrantes em Nova Veneza está prestes a desaparecer em meio à vegetação.
Para chegar até o local, distante 3 km do centro, é preciso da ajuda de um morador da localidade. São quase 200 metros percorridos na mata para então encontrar lápides abandonadas, a maioria já encoberta por plantas rasteiras.
Os túmulos construídos em pedras ainda guardam vestígios da imigração italiana. Tanto que é possível topar em alguma lápide com escrituras em latim, esculpidas em pedras.
Segundo o padre Quinto, hoje aposentado e residindo em Criciúma, é o primeiro cemitério da cidade, embora não se tenha conhecimento do ano de sua construção. “Em 1925 já existia o atual cemitério e como os imigrantes chegaram em 1891, tudo indica que sua construção é do começo do século 20. Uma pena que esteja esquecido pelas autoridades”, lamenta.
Ex-capelão do Exército, ele descobriu o lugar após muitas andanças. “Assim que cheguei em Nova Veneza diziam que existia um cemitério de imigrantes no acesso às casas de pedras. Quando tinha folga sempre saía para procurar. Foi assim que avistei uma muralha e, em seguida, os túmulos”, relembra.
MUSEU AO AR LIVRE
Para o religioso, o cemitério foi construído afastado da cidade e no alto de um morro pelo medo do contágio de doenças. Ele acredita que ainda haja restos mortais de imigrantes no local.
Aos 69 anos, o morador Antônio Pacheco não esquece o caminho do cemitério abandonado já que acompanhou o padre Quinto em algumas buscas. “Todos sabiam que o lugar existia, mas ninguém encontrava. Hoje, deveria ser um museu ao ar livre para a história não se apagar”, diz.



