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Criciúma

Vem aí a nova guerra das antenas de celular

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Pio Corrêa em 2012, Mina Brasil em 2013, Santo Antônio a partir de 2014. Está por eclodir mais uma batalha contra a instalação de antena de telefonia celular em Criciúma. “Querem fazer a 60 metros de umas casas aqui. Não vamos deixar”, anuncia o presidente da Associação de Moradores da Mina do Mato, Fabrício Kestering.

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Em uma audiência pública em janeiro do ano passado, a operadora TIM apresentou um plano de ação com a meta de instalar antenas nos bairros Santa Bárbara, Linha Batista, Próspera, Santo Antônio, Operária Nova e Rio Maina. Encontrou resistências. Moradores de vários pontos da cidade queixaram-se de radiação, barulho e desvalorização de imóveis.

Comunidade vai ao MP

“Não tem uma lei de 2011 que estabelece 300 metros de distância das casas?”, indaga o presidente da Mina do Mato. “Tem. E é isso que vamos levar como denúncia até o Ministério Público”, antecipa. A lei a qual Kestering faz referência resultou de um projeto do ex-vereador Itamar da Silva, sancionada pelo prefeito Clésio Salvaro há mais de cinco anos. Na verdade, a pauta na ocasião flexibilizou regras para permitir a instalação de mais antenas, já que até então a lei municipal previa no máximo oito equipamentos em toda a cidade.

A autorização para erguer a antena da Mina do Mato foi expedida pela Divisão de Planejamento Físico Territorial (DPFT) da prefeitura de Criciúma em 31 de março, com validade por um ano. O documento é assinado pelo arquiteto Tadeu Vassoler, menciona o endereço do terreno – Avenida Luís Carlos Berrini, 105 – e autoriza a construção de uma base de 8 metros quadrados para “instalar torres de transmissão e recepção”, conforme regula uma lei de 1993.

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“A prefeitura e a Fatma liberaram, e eles estão lá, construindo. Fizeram um tapume para ninguém ver nada”, reclama o presidente. “A base de concreto eles podem até fazer, mas a antena a gente não vai deixar”, conclui.

Os casos anteriores

A primeira grande discussão sobre antenas veio à tona em 2012, a partir de um condomínio na rua Léo Lombardi, no Pio Corrêa. Em 2013, moradores da Mina Brasil se manifestaram contrários a outra antena. A batalha mais forte se deu a partir de 2014 no Santo Antônio. A disputa entre moradores e empresa se arrasta, tanto que há um ano o Ministério Público embargava o ponto, por pressão da vizinhança. Em 2016 houve um novo impasse, desta vez na Próspera.

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