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Venda do Complexo Educacional Nereu Guidi será debatida na Câmara de Vereadores
Assunto será tratado nesta terça-feira. Polêmica divide opiniões entre os vereadores
Por Redação Engeplus
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Em entrevista ao radialista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, nesta manhã, o presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Itamar da Silva (PSDB), comentou sobre a situação polêmica em torno da venda do Complexo Educacional Nereu Guidi, na região central de Criciúma, proposta pelo prefeito, Márcio Búrigo.
Nesta terça-feira, às 18h30min, na Câmara de Vereadores, as quatro Comissões Permanentes do Legislativo irão se reunir para debater acerca do projeto do executivo que trata da venda do patrimônio. Segundo Itamar, desde o primeiro contato com o executivo,Búrigo justificou a venda. “Eu entendi a mensagem do prefeito e me posicionei a favor da venda. O objetivo do Márcio é atender 25 comunidades do município. Ele mandou o projeto para Câmara de Vereadores ontem e o dinheiro da venda deste imóvel será exatamente destinado para essas comunidades”, explica.
De acordo com Silva, o prefeito organizou uma comissão que será formada por um membro do sindicato dos trabalhadores, um da prefeitura e um da Câmara de Vereadores. Eles irão acompanhar as obras nestas comunidades e o destino destes recursos. “Por isso não deixarei de atender ao pedido do prefeito. Em muitas escolas faltam salas de aula, outras instituições precisam de reformas e ampliações, por exemplo”, completa Silva.
O vereador Ricardo Fabris (PSD) não concorda com a venda de um patrimônio público, levando em consideração o valor de R$ 7 milhões que já foram investidos na obra. “Foi um investimento que começou em 2011 e que parou em novembro de 2012, logo depois das eleições. Este é um projeto magnífico para a rede municipal de ensino, não dá para falar agora que não há como concluir este projeto. Eu sou a favor da aplicação de recursos nestas 25 comunidades, mas não com o dinheiro da venda do complexo”, afirma.
O prédio foi construído com recursos da prefeitura e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais (Fundeb). Caso o espaço seja vendido, o dinheiro terá que ser revertido para a educação. Segundo o vereador, essas comunidades precisam de investimentos, desde que uma escola inacabada não seja vendida. Ainda conforme Fabris, o conselho do Fundeb não foi consultado sobre a venda. “Em contato com os conselheiros, eles relataram que nenhum contato foi feito”, conta.
O prédio começou a ser construído na gestão do ex-prefeito de Criciúma Clésio Salvaro (PSDB), que não concorda com a venda do patrimônio. “Em reunião com a executiva do partido, o prefeito deixou livre para que os vereadores votassem sem qualquer pressão. Eu coloquei a minha ideia, que é para a venda do complexo”, salienta Itamar.



