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Desdobramentos

Vereador de Urussanga e ex-diretor do Samae são denunciados pelo MPSC na Operação Hera

Dupla é acusada de praticar crimes de peculato ao fazer uso indevido de retroescavadeira

Por Lucas Renan Domingos

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) acatou as investigações da Polícia Civil e denunciou à Justiça dois investigados na Operação Hera, deflagrada no dia 13 de novembro nos municípios de Urussanga, Criciúma, Cocal do Sul e Braço do Norte. Um dos denunciados exercia as funções de diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Urussanga na época dos possíveis crimes. O outro é um vereador da cidade, que está afastado do cargo, e atuava como operador de máquinas da autarquia.

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As diligências feitas pelos policiais civis acusaram os suspeitos de praticar crimes de peculato, que consiste na apropriação indevida de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

Nas investigações a Polícia Civil elencou oito atos em que os dois teriam utilizado uma retroescavadeira para realizar serviços em propriedades particulares. Ainda de acordo com os autos, entre os trabalhos estão limpeza de terreno, escavação de poço artificial e desentupimento de dreno e tapagem de buracos. Todas as propriedades ficam fora da área de atuação do Samae.

“Utilizou indevidamente veículo oficial da autarquia para fins particulares, desviando, em proveito alheio, quantia oriunda dos cofres públicos, a ser individualizada no decorrer da instauração processual, decorrendo dos gastos com combustível do maquinária, da hora-trabalho do servidor público e da hora-máquina, além de ter exposto o automóvel a desgaste inerente ao uso, tudo isso para suprir finalidade particular de prestar serviço manifestamente alheio ao interesse público e da autarquia”, diz parte da denúncia. Um dos acusados também teria utilizado a retroescavadeira para uso pessoal, fazendo uso do equipamento para ir até a sede dos Correios.

Na denúncia o MPSC apontou que o vereador e ex-operador de máquina do Samae praticou o crime de peculato oito vezes e o ex-diretor duas vezes, em comunhão de esforços com o primeiro denunciado.

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