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Vereador debate a assistência para vítimas de violência sexual infantil

Vereador pede informações à Prefeitura sobre estrutura e protocolos de acolhimento

Por João Gabriel da Rocha

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Foto: Freepik/Ilustrativa

O vereador Obadias Benones (PL) apresentará nesta segunda-feira, dia 15, um requerimento solicitando ao prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, informações sobre o acompanhamento contínuo e escuta adequada das crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no município.

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"Todos os dias vemos notícias de pedofilia e violência sexual contra crianças no Brasil. São casos que nos chocam e nos revoltam. É fundamental ter respostas formais para entender onde precisamos melhorar, como está o atendimento às vítimas, se há equipe suficiente, estrutura física adequada e se os protocolos previstos em lei estão sendo cumpridos”, salientou.

Embora Benones não tenha recebido denúncias formais sobre demora nos atendimentos, ele defende a fiscalização dos serviços públicos para garantir a segurança das vítimas. “Cada dia que a criança espera significa mais dor e trauma. O papel do vereador é justamente questionar e fiscalizar para entender como está o andamento dos trabalhos”, disse.

O vereador elenca as principais demandas que, na avaliação dele, precisam ser analisadas. “Acho que seja necessário fortalecer o número de profissionais capacitados para atender esses casos, principalmente psicólogos. Além disso, deve haver um espaço adequado e humanizado para acolhimento, onde a vítima e sua família recebam suporte jurídico, psicológico, de saúde e social”, afirmou.

Criciúma já possui rede de atendimento

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A Prefeitura de Criciúma conta com o serviço do Centro de Referência da Infância e Adolescência Protegida. Conforme o coordenador da instituição, Guilherme de Oliveira Peruch, o serviço atende crianças e adolescentes vitimas de violência física e sexual encaminhadas das unidades de ensino ou sáude. “Elas chegam no Centro, pode ser encaminhado das escolas, do Cras, Creas ou da Unidade de Saúde, onde aconteceu a revelação espontânea”, explicou.

Para comunicação entre as instituições, existe link disponibilizado pelo Centro para o relato de denúncias. Um é dedicado especialmente para pessoas que ouviram a confissão de uma das vítimas. Outro serve para relatos de suspeitas do crime.

“Analisamos se a gente precisa fazer uma entrevista especializada, que só os técnicos do serviço que podem fazer. Ou se com os dados que já temos conseguimos partir para fases mais avançadas, como avaliar a questão familiar, social, se vai precisar de atendimento médico ou psicológico. Os atendimentos com as psicólogas acontecem ali no próprio Centro de Referência da Infância e Adolescência Protegida. Se for preciso a questão de infectologista, ou qualquer outra assistência médica, a gente encaminha o caso para a Saúde da Criança”, frisou o coordenador.

O requerimento será votado nesta segunda-feira e, caso aprovado, o prefeito terá 30 dias para responder ao documento com os esclarecimentos solicitados.

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