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Opinião

Via Expressa

Via Expressa Urgente!

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Fúlvio Marino Negro *

A cidade de Criciúma, a exemplo da maioria das cidades em posição geográfica semelhante, nasceu com o crescimento da intermediação comercial e de serviços. Com a exploração de recursos naturais (carvão) e o crescimento da industria, esta desenvolveu níveis de crescimento superiores às cidades da região, tornando-se assim, o maior e mais importante pólo regional do sul de Santa Catarina.

Mais recentemente, com o esgotamento destes fatores polarizadores - por esgotamentos das reservas minerais exploráveis, por decisões políticas causadoras da redução geográfica do município, por encarecimento natural e mercadológico de terrenos, por falta de viabilização de áreas industriais – o comércio e os serviços de prestação em escala ou especializados, tem sido fundamentais para o desenvolvimento da cidade e para a manutenção da polarização regional.

A duplicação da BR 101 trará benefícios para o crescimento em toda a região, entretanto, alterará substancialmente parâmetros competitivos intra-regional hoje estabelecidos. Cidades ligadas diretamente ao fluxo, como Tubarão e Ararangua, passarão a ter ganhos competitivos, estarão relativamente mais próximas e ao contrário, Criciúma ficará relativamente mais distante devido à dificuldade de acesso (não custa lembrar as condições atuais de tempo e dificultadores de acesso, BR-101 – Criciúma).

Foi a partir desta análise e contexto que, em 2001 manifestei minha preocupação ao ex-prefeito Décio Góes e passei a defender a necessidade da Via Expressa - BR-101 / Criciúma como forma de minimizar esta mudança relativa de competitividade, com reflexos negativos para a economia local, notadamente no comércio e serviços, nossos fatores atuais de polarização regional.

Neste sentido, cabe ressaltar também a força conceitual do nome “Expressa”, e não (apenas) rápida, bem como, que o fator volume de investimentos não deva ser o único parâmetro para decisão. Esta necessidade tem urgência e precisa ser tratada com profundidade, visão estratégica, sem vínculos ou concorrências a outros projetos.

É necessário que se garanta a possibilidade da condição da menor distância e menor tempo possível na interligação BR-101 – Centro Criciúma.

* Economista - fulviomarino@brturbo.com.br

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