Vice de
Vice de novo, Criciúma foi do céu ao inferno na final
Por Redação Engeplus
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Começou como uma sensação. Depois tornou-se uma certeza. Para terminar em decepção. A decisão deste domingo frente ao Figueirense teve os três sentimentos para a torcida do Criciúma que superlotou o estádio Heriberto Hülse.
Os quase 19 mil torcedores acompanharam um primeiro tempo de maior volume do Criciúma, criando chances e iniciando uma virada que prometia ser histórica. E foi. No segundo tempo, a pressão e a qualidade do Criciúma deram a certeza do título.
Os 3 a 1 do tempo normal sequer traduziram a superioridade do Tigre. Mais forte fisicamente, melhor taticamente, o Criciúma era absoluto, soberano, quase soberbo. Criava chances em profusão, enquanto o Figueirense arrastava-se no gramado.
Mas, chegada a prorrogação, o que era um "arrastar-se" do Figueira traduziu-se em estratégia. Poupadas as energias, o alvinegro melhorou na prorrogação. Melhorou o suficiente para, com um gol, sepultar o Tigre em pleno Majestoso.
Teve méritos o Criciúma. A vontade do seu técnico de fazer o time atacar, a objetividade do Zulu e a presença de área do Cláudio Luiz, a reeditada segurança do Zé Carlos, a voluntariedade do Luiz André. Mas algumas figuras poderiam ter rendido mais.
O segundo vice-campeonato seguido em pleno Heriberto Hülse claro que frustra os torcedores que fizeram a sua parte. Porém, não pode e não deve haver terra arrasada. Há uma nova empreitada pela frente, e o projeto deve ser mantido.
Que o técnico Leandro Machado prossiga, que os reforços cheguem porque dá pra acreditar, dá pra fazer uma Série B à altura dos quatro que vão subir. Manter o que há de bom e corrigir o que é preciso. Deve ser o rumo do bi-vice-campeão catarinense.



