Bem estar
VÍDEO: Em busca de uma alternativa de vida
Na era tecnológica, o contato com a natureza e consciência ambiental se tornam um outro modo de viver
Por Redação Engeplus
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Em um momento em que a humanidade se concentra nas novidades tecnológicas e nos encontros online, há também quem se preocupe em não perder o contato com o natural. Dentro de um ambiente onde prevalece o barulho dos carros, das construções, do stress e das teclas, existem pessoas que buscam alternativas, primando principalmente pelo sossego e qualidade de vida. E então, trocam esses ruídos pelo cantarolar dos pássaros, do vento, da natureza.
Nos próximos dois anos a maior tendência comportamental no mundo é a migração de quem está no ambiente urbano para o rural, segundo pesquisa divulgada pela Worth Global Style Network (WGSN), empresa mundial de futurologia e previsões de comportamento. Os dados pesquisados foram divididos em três tendências: Viceless (Vida sem excesso e sem vícios); Micro adventures (Espaços para pequenos resgastes, como o festival Psicodália, o Pik Nik Coletivo, e outros eventos alternativos); Relovution (O amor como combustível da contemporaneidade).
De acordo com o sociólogo João Batanolli, essa mudança é um fenômeno social que não possui apenas uma causa, mas que está ligado ao despertar de consciência após um longo período em que a sociedade ficou fadada a preencher seus anseios sentimentais através do consumo. Confira no áudio abaixo:
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Pequenas fugas do cotidiano
Foto: Cyntia Amorim
Algumas iniciativas surgem cada vez mais em Criciúma, com o objetivo não só de ocupar espaços públicos, mas de resgatar o convívio entre as pessoas, a troca de informações face-a-face e facilitar novas amizades. O Pik Nik Coletivo, por exemplo, tornou-se um sucesso em poucos meses. De 300 pessoas que compareceram na primeira edição, realizada em abril, o público triplicou na terceira, em julho, para mais de 1.500, segundo a idealizadora da iniciativa Mahira Silveira. "Não sabia que uma ideia simples seria o sucesso que ela se tornou", diz. "E o objetivo era esse, ocupar a praça com algo bacana, cultural, com música, arte, fazer as pessoas interagir na praça, curtir uma tarde diferente."
No último mês, outro evento que chamou a atenção foi o Cine Open Air, promovido pelo Coletivo Alimente A Mente. Uma das facilitadoras do projeto, Mariana Gomes, sentiu falta de mais alternativas culturais na cidade, em comparação à capital. "Então criamos o coletivo para resgatar o gosto pela leitura e cultura na população, promovendo eventos mensalmente", conta. Mariana é mãe da Analí, de três anos. Segundo ela, esses projetos também são importantes para a filha, pois a estimulam ainda mais. "Ela já foi comigo em vários eventos de Florianópolis, e no piquenique aqui de Criciúma. Ela se diverte muito, levamos brinquedos, nosso cachorro, e na hora de ir embora ela fala: não mamãe! vamos ficar mais?", relata.
Foto: Mariana Noronha
Acampar, praticar caminhadas, trilhas, e outros esportes em contato com a natureza também fazem parte desta tendência. O artista visual Rafael Silva realiza suas pequenas fugas cotidianas através de acampamentos, longe da tecnologia e de qualquer relação com a sociedade por alguns dias. "Hoje em dia quando saio em busca do mato, procuro realizar um aprendizado interior, e isso me traz a necessidade de estar em contato com a natureza. Antes uma atividade que praticava por esporte e lazer, hoje passou a ser uma eterna fonte de auto-conhecimento e busca do equilíbrio interior, para então melhor poder sobreviver nesta Babilônia em que vivemos", explica Rafael.
Saúde, bem estar e a sustentabilidade em evidência
Em busca desta mudança do ambiente urbano pelo rural, fica em evidência uma maior preocupação com a saúde física, mental e espiritual, e também com o meio ambiente. A sustentabilidade, por exemplo, é um conceito cada vez mais utilizado, seja na construção através da permacultura, na separação do lixo, no reaproveitamento de materiais ou na preparação dos alimentos.
Foto: Aline Machinski
O designer Felipe Kanarek e a compoteira Aline Machinski trazem de suas origens o contato com a comida natural, colhida na porta de casa pelos pais e avós agricultores. Após se casarem, há quatro anos, morar em apartamento fez ficarem um pouco distante desse hábito. Mas não os impediu de cultivar, pelo menos, alguns temperos para os alimentos. "A falta de tempo para se dedicar à horta na casa da mãe da Aline fez nos concentrarmos em uma pequena horta na sacada do apartamento. Nela produzimos basicamente temperos, que são usados no nosso dia a dia. É um resgate não na questão nostálgica, mas sim como um contato real com o alimento, que temos sempre a preocupação de manter o alimento real", comenta Felipe.
No vídeo abaixo há mais relatos,que podem inspirar, quem procura adotar um modo de vida alternativo:



