CRICIÚMA
VÍDEO: Fim do canal auxiliar na Rua Araranguá fica para 2017
Rede de esgoto da Casan sob pontilhão adia término da obra
Por Redação Engeplus
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ESPECIAL / NEI MANIQUE
O ritmo embalado por aduelas desde o mês passado prenunciando celeridade ao canal auxiliar na Rua Araranguá vai dar com os burros n´água. Ou melhor, numa tubulação que ela esconde. "Todo o esgotamento sanitário do centro passa por um interceptor da Casan debaixo da ponte", lamenta o secretário de Infraestrutura, José Sérgio Búrigo. "Sem uma nova adutora, o pontilhão ficará onde está", sentencia.

Enquanto técnicos da Casan definem uma alternativa, a obra prossegue na direção da Avenida Álvaro Catão e dali até a Rua Wenceslau Braz, no bairro Operária Nova. "Demolir a ponte e substituí-la por quatro aduelas será a última etapa na execução do projeto só lá pelo final de 2017", protela o engenheiro Roberto Búrigo, vinculado à secretaria. "Se não for no início de 2018."
Eng. Roberto Búrigo / Secretaria de Infraestrutura

O trajeto até a Wenceslau corresponde à última etapa do primeiro lote da ampliação do canal, financiada pela Caixa em R$ 7,2 milhões. Os recursos autorizados pelo Ministério das Cidades começaram a pingar em junho. Naquele mês, funcionários da Setep, empresa vencedora da licitação, iniciaram a construção de uma caixa de passagem sob a Rua Vitório Serafim, ao lado da nova sede do Senac.
Construção da caixa de passagem

A obra de arte captará o Rio Criciúma e os efluentes de dois trechos do canal auxiliar, esmiúça Roberto. "Dali, o sistema utilizará aduelas de 2,5 metros nas margens e duas aduelas de três metros no leito do rio no cruzamento com as ruas, como já fizemos na Vitório Serafim e faremos na Araranguá. No restante do percurso, o rio seguirá sem cobertura, conforme orientação do Ministério Público."
Escavadeira sobre leito atual a ser rebaixado em 1,6 metro

A intervenção da Setep está rebaixando o leito em 1,6 metro, esclarece o engenheiro, viabilizando uma profundidade de três metros. Vem justamente daí o impasse. O interceptor (galeria) do esgotamento sanitário que passa sob a ponte na Araranguá e segue até o fim da rua não é tão profundo. "A Casan terá que implantar um interceptor que margeie o canal auxiliar pela Rua Celestino Nesi até a Álvaro Catão e dali até Rua Ângelo Peruche", aponta Roberto.
Rua Celestino Nesi (à direita) e Avenida Álvaro Catão (fundo)

Imagem: Google Maps

Embora preocupado com a dilatação do cronograma da obra, José Sérgio atrela seu otimismo à relação custo-benefício mantida pela estatal com o município. "Criciúma é a cidade que mais dá retorno financeiro para a Casan", sublinha. "A empresa tem um lucro líquido mensal aqui em torno de R$ 5 milhões, o equivalente a R$ 60 milhões ao ano."
Secretário de Infraestrutura, José Sérgio Búrigo

Como o projeto do novo interceptor já está no setor de licitação em Florianópolis, o superintendente regional de Negócios Sul / Serra da Casan, Vilmar Bonetti, partilha o otimismo do secretário e professa a sua expectativa. "A execução está orçada em R$ 1,6 milhão, o que significa que poderá custar menos, e o processo licitatório sai nas próximas semanas", garante. "Estimamos um cronograma de quatro meses a partir da definição da empresa."
Superintendente regional de Negócios Sul / Serra da Casan, Vilmar Bonetti

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