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Bodas de prata

VÍDEO: Há 25 anos, o Criciúma estreava na Libertadores

Foi numa noite de sexta-feira que o Tigre fez 3 a 0 no futuro campeão São Paulo

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Arquivo / São Paulo FC

"O São Paulo deu vexame, e assinou a primeira página da história internacional do Criciúma". Assim, o jornalista Carlos Eduardo Lino contava em reportagem da RBS TV, naquele março de 1992, o que havia acabado de acontecer. Era uma sexta-feira. Nove e meia da noite. O árbitro gaúcho Renato Marsiglia vestia preto. A cidade também, mas misturado ao amarelo e branco. Fazia nove meses que o Heriberto Hülse havia testemunhado o frisson da conquista da Copa do Brasil. Era hora da colheita. Disputar a Copa Libertadores da América era uma façanha que talvez, à época, torcedor, jogadores e a mídia não soubessem quantificar. O tempo tratou de eternizar aquele momento.

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Às nove e meia da noite desta segunda-feira, 6 de março de 2017, terão se passado exatos 25 anos daquele apito seco, que ecoou no Majestoso e fez os narradores anunciarem o disparar do cronômetro. E embalou sonhos. Santa Catarina estreava na maior competição de clubes da América. Mas o melhor ainda estava por vir.

A fera
Jairo Lenzi

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Foi uma noite com a marca de Jairo Lenzi. Sob a gritaria constante, de vibração efervescente, os tricolores empurraram o arisco ponteiro. “A fera Jairo Lenzi”, berrava o já festejado Galvão Bueno, recém saído da Globo para narrar, pela Rede OM, a odisséia do Tigre. Lenzi arranca, aos 41, para vencer Zetti: 1 a 0. E Lenzi sofreu o pênalti para o segundo gol, com Gelson convertendo aos 4. O matreiro Telê Santana, já perdendo de 2 a 0, colocou Cafu e Raí em campo. Mas a noite era também de Levir Culpi, que deu um xeque mate no veterano adversário ao sacar Zé Roberto e colocar Adilson Gomes. Coube a ele receber de Jairo Lenzi e mandar o terceiro para a rede aos 44: 3 a 0.

Foram 13.496 torcedores ao Majestoso naquela noite mágica. Uma renda de 73 milhões de cruzeiros. E o Criciúma que ali começava a fazer história com Alexandre, Sarandi, Vilmar, Wilson e Itá, Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo, Vanderlei (Soares), Zé Roberto (Adilson Gomes) e Jairo Lenzi. Depois, as quatro vitórias consecutivas contra os bolivianos San Jose e Bolivar engataram a marcha do Tigre rumo às oitavas de final, mas daí é conversa para outra hora.

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