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Tigre na memória

VÍDEO: Zico relembra goleada sofrida no Heriberto Hülse

Resultado, de 4 a 2, aplicado pelo time carvoeiro gerou turbulência no Flamengo

Por Redação Engeplus

6 min de leitura

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Foto: Marcelo de Bona

Nessa quarta-feira, Zico proferiu uma palestra em Criciúma. Essa foi a segunda vez que o ídolo do futebol esteve na capital do carvão. A primeira, há 34 anos, não traz boas recordações ao eterno camisa 10 do Flamengo.

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No dia 25 de fevereiro de 1982, no estádio Heriberto Hülse, o Tigre carimbou a faixa de campeão mundial do Flamengo, goleando por 4 a 2, com gols de Vargas (2), Luiz Freire e Naldo. Descontaram para o rubro-negro Zico e Lico.

“Só tive a oportunidade de vir aqui uma vez. Jogamos um jogo amistoso, que gerou um pouco de turbulência. Estávamos no meio de uma competição importante, no chamado grupo da morte no Campeonato Brasileiro. Chegamos no dia do jogo, tínhamos uma partida importante contra o Corinthians três dias depois. Fomos direto almoçar e era um churrasco, todo mundo cansado, morto, e jogamos assim. Foi um jogo legal. O Flamengo aproveitando aquela coisa de campeão do mundo, não parava de surgir amistosos. O clube tinha que faturar em alguma coisa, e era mais uma das soluções para manter aquele grupo”, recorda Zico.

Zé Carlos, Assis, Larri, Eduardo e Álvaro; Edmar, Luis Freire e Paulinho; Mica (Naldo), Vargas e Anchieta (Rodrigues). Técnico: Lori Sandri. (Foto: Arquivo/Antonio Colossi)

A lembrança, não muito boa, de Criciúma retornou a mente de Zico recentemente, quando o Flamengo foi goleado no Campeonato Brasileiro. “Outro dia, quando o Flamengo perdeu de quatro para Corinthians, estava querendo lembrar as vezes que perdi levando quatro gols nos 20 anos que joguei no Flamengo. Em jogos oficias, lembrei de dois. Foi contra o Palmeiras, que depois a gente devolveu de seis. E uma do Vasco, que a gente perdeu de 4 a 2 no Maracanã. Também teve esse jogo amistoso contra o Criciúma. E uma vez contra o Internacional, em Porto Alegre, na entrega das faixas. A gente tinha ganhado de 4 a 2 no Maracanã. Eles ficaram mordidos e ganharam de 4 a 0”, conta.

Com relação a Criciúma, Zico ainda destaca a passagem de Eduardo Antunes Coimbra como técnico do time carvoeiro, em 1987. “Lembro do meu irmão Edu, que fez um belo trabalho aqui, conseguiu muitos amigos e fala muito bem daqui de Criciúma. Era até para ele ter vindo, mas não conseguiu agenda para isso”, revela Zico.

Confira abaixo outros temas da entrevista concedida pelo Zico.

Rumo administrativo da CBF

“Se não for tomada nenhuma providencia em relação à apuração de todas as acusações feitas ao futuro presidente, à administração, tudo vai continuar como está. Ele foi eleito dentro das normas legais, que são os votos das federações e dos clubes. É duro para nós brasileiros vermos dois ex-presidentes, um preso e outro indiciado, e o atual sem poder acompanhar uma delegação fora do Brasil. Isso é triste. Só vai mudar, realmente, se cair alguma coisa em cima da atual administração. No sentido de haver uma nova eleição, um novo estatuto. Porque do jeito que está, vai continuar a mesma coisa”

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Possibilidade de um ex-jogador assumir a presidência da CBF ou das Federações

“Não vejo só pelo lado de ser ex-jogador. Para ser presidente de alguma entidade, você precisa estar também preparado. Atento ao que acontece na parte de administração. No futebol, hoje, existem muitos cargos e pessoas que poderiam se preparar para uma candidatura dessas. No futebol, não são só jogadores. Existem preparadores físicos, técnicos, médicos, fisioterapeutas, muita gente que pode se preparar para uma candidatura. Na Europa é mais fácil isso acontecer, porque existe sempre uma preparação dos clubes e dos jogadores para seguir esse caminho. No Brasil não tem esse tipo de preparação, parece que os dirigentes não querem ver ex-profissionais ocupando aqueles cargos. Lá existe profissionalismo. O cara é responsável pelo que faz. Se fizer besteira e causar prejuízo ao clube ele tem que pagar do próprio bolso. Aqui os caras fazem besteira e apenas transferem a dívida para outro que venha. Essa é a grande diferença. Trabalhar com uma estrutura profissional é uma coisa, com amadora é outra. Aqui os clubes são amadores, são entidades sem fins lucrativos. Isso dificulta bastante à preparação de ex-profissionais da área de seguir em frente como dirigente. Por isso, muitos ex-jogadores seguem como técnico, auxiliar, do que propriamente na direção”

Modelo tático utilizado pela maioria dos times da Eurocopa

“Se voltarmos um pouco atrás, quando a Espanha começou a ganhar, se falava que era um novo modelo de futebol. Todos deveriam seguir a Espanha. Aquilo era uma geração muito boa, em sua maioria do Barcelona, que conquistou muita coisa nos clubes e na seleção. Depois veio a Alemanha, que tinha se preparado a não sei quantos anos e ganhou a Copa do Mundo. Agora, será que o modelo de futebol é Portugal? Uma seleção que foi campeã da Eurocopa ganhando apenas um jogo nos 90 minutos. O futebol está dessa maneira. A decisão da Champions League foi para os pênaltis também. É preciso ter um olhar um pouco diferenciado. É o olhar do resultado? É olhar do futebol que a gente gosta? Temos que estar atentos ao seguinte. O que não pode é Brasil, com tanta qualidade, com tanto talentos que possam emergir, fazer esse tipo de vexame que vem fazendo nas competições”

Chance de medalha de ouro no futebol masculino

“É difícil. É uma incógnita. O Brasil não teve preparação nenhuma. Não tenho dúvida de que a primeira partida que o Brasil jogar nas Olimpíadas, será o primeiro jogo que o time vai jogar junto. A maioria das outras seleções não estão tão preocupadas com a aquela questão de que será a primeira medalha. Na última Olimpíada nós tivemos entre os quatro duas seleções do Oriente. Quem poderia imaginar que Japão e Coréia iriam estar disputando a possibilidade de jogar uma final. E o México e o Brasil. Na maioria das vezes, as outras seleções não se preparam. Elas vão lá representar e se der deu. O Brasil deveria ter tido uma preparação nesse tempo todo. Não tinha nem técnico. Foi decidir agora, um mês antes. Depois vão cobrar medalha. Não pode cobrar nada. Pode ganhar, porque é tem bons jovens, que podem vir a ser o futuro da seleção principal. Estou confiante, por ser no Brasil, mas não mudou nada das outras Olimpíadas"

Abaixo, Zico comenta sobre os jogadores da Seleção Brasileira que atuam nos principais times do futebol mundial.

No segundo vídeo, Zico fala sobre a dificuldade encontrada para tentar concorrer a presidência da Fifa, em 2015.

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Leia a seguirNoite histórica para os fãs de Zico
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