crime
Vigia de Fórum é responsável por roubar 38 armas do local
Armas eram apreendidas pela polícia. Furto pode prejudicar julgamento de outros crimes
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Após mais de dois meses de investigação, a Polícia Civil de Criciúma prendeu o homem responsável por furtar 38 armas do Fórum da cidade. As armas eram a prova de crimes cometidos na região que, após serem apreendidas pela polícia, eram encaminhadas para o Fórum para comprovar, em processos judiciais, o envolvimento de pessoas em julgamento aos respectivos crimes.
Conforme o delegado responsável pelo caso, André Milanese, o líder do crime era um dos vigias do próprio Fórum. “Em princípio acreditamos que foram duas pessoas no crime. Eles entraram pelo telhado do local e sabiam exatamente onde essas armas ficavam. Por causa disso, vão responder por crime triplamente qualificado”, conta.
O outro envolvido, que possui 42 anos, está respondendo em liberdade, pois seu envolvimento com crime é menor, conforme a polícia, e ele está colaborando com a equipe de investigação. Ele chegou a ser preso, mas ficou somente cinco dias e foi liberado na última sexta-feira, dia 19.
O delegado acredita que o crime foi planejado e cometido por partes. “Eles não roubaram todas as armas de uma só vez. Não encontramos sinais de arrombamento no local onde ficavam esses objetos. Ou seja, eles fizeram trabalho de formiga e levaram aos poucos, sem que ninguém notasse”, explica.
Das 38 armas roubadas a equipe de investigação encontrou, com terceiros, dois revólveres calibre 32, dois calibre 38 e uma pistola 380. Esses receptores eram vigias e guardas particulares, sendo que deverão responder pelo crime de receptação de arma furtada. Com a ajuda do homem de 42 anos que responde em liberdade, um outro revólver calibre 38 foi encontrado enterrado em um terreno próximo ao Instituto Federal de Santa Catarina - Ifsc (apenas referência).
Além das armas, a polícia também encontrou nove celulares que também foram roubados do local. O delegado acredita que esse furto pode interferir no julgamento dos crimes em que os objetos foram usados. “Os advogados dos outros criminosos que cometeram crimes com essas armas que desapareceram podem usar isso a favor. Ou diversos outros recursos. Por isso há uma grande preocupação nossa em encontrar essas outras armas desaparecidas”, afirma Milanese.



