Irregularidades
Vigilância Sanitária interdita Casa de Repouso Vó Marina
Prazo para realocar os idosos termina na próxima sexta-feira
Por Redação Engeplus
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A Vigilância Sanitária, atendendo a uma recomendação da Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma, realizou uma vistoria e interditou a Casa de Repouso Vó Marina. O asilo, localizado no bairro Santa Luzia, foi alvo de denúncias que envolvem irregularidades nos serviços prestados.
Foi concedido um período para que os responsáveis pelo asilo encaminhem os idosos para os seus respectivos responsáveis ou para a realocação em outras instituições do município. As mudanças devem ser registradas por escrito e feitas até a próxima sexta-feira, dia 19.
Os problemas higiênicos, físicos e sanitários na instituição são recorrentes, sendo que em 2008 a casa já tinha sido interditada pelo mesmo motivo.
Segundo Andréia Bertoncini, coordenadora da Vigilância Sanitária, a instituição iniciou as atividades em 2007 clandestinamente. "A negligência com os idosos nessa casa é grave. Inspeções anuais são realizadas desde que abriram o Asilo Vó Marina e sempre constatamos problemas com a higiene", explica Andréia.
Autos de intimação e infração têm sido lavrados em todas as denúncias que foram verificadas. "Nós determinamos um prazo para que tomassem providências cabíveis, eles até atendem as medidas, mas voltam a praticar os atos de negligência", enfatiza Andréia.
Relatório será encaminhado ao Ministério Público
Além dos problemas na higiene, a casa também não prestou o atendimento correto em duas quedas sofridas por uma idosa. Fiscais da própria Vigilância Sanitária da cidade registraram um boletim de ocorrência, pois não foram dados os encaminhamentos necessários para o Samu ou Pronto Socorro. Um relatório circunstanciado está sendo preparado para ser encaminhado ao Ministério Público, já que a casa funciona prestando seus serviços de forma privada. A remuneração é feita pelos idosos
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) foi informado sobre os fatos para que faça o acompanhamento das realocações dos idosos. "Em reunião com a equipe da casa nós nos colocamos a disposição para melhorar a questão do funcionamento. Atuamos como órgão de defesa do idoso e já sugerimos fazer capacitações com os funcionários sobre como lidar com os idosos e dos seus respectivos direitos", fala Mariane Peruchi, coordenadora de proteção especial.
Os familiares serão chamados para ver se é possível a realocação com parentes até que a casa esteja de acordo com as normas. Os idosos que não puderem ficar com familiares serão transferidos para outras instituições.
Com informações de Susane Meireles/Comunicação PMC



