Indiciamento
Vítima de homicídio em Jacinto Machado morreu após ser agredido pelo primo, aponta inquérito
Inquérito indicou que golpes com pedaço de madeira causaram lesões que provocaram a morte

Por Lucas Renan Domingos - lucas.domingos@engeplus.com.br
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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte de um homem de 59 anos no dia 24 de agosto deste ano no bairro Pinheirinho Alto, em Jacinto Machado. O primo da vítima foi apontado como autor do crime, sendo indiciado por homicídio.
No boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) relatou que foi acionada pelo irmão da vítima. Ele informou que foi até a casa onde o homem morava e o encontrou deitado na cama, sem respirar. Para os policiais, a testemunha contou que seu irmão brigou com um primo horas antes e foi agredido com um pedaço de madeira. O próprio primo foi quem levou a vítima para casa.
Diante da suspeita de crime de homicídio, a Polícia Civil passou a investigar o caso e concluiu que a agressão teria ocasionado a morte. “A vítima era pessoa com deficiência, tinha somente uma das pernas, usava muletas e caiu ao ser agredido. Ele recebeu pancadas no abdômen e teve fraturas nas costelas e baço”, explicou Adriel Alves, delegado que coordenou as investigações.
O laudo apontou que a morte foi ocasionada por choque hipovolêmico por conta de uma hemorragia. Segundo o delegado, não foi possível confirmar o motivo da briga. “A motivação ficou um pouco obscura. Mas uma das hipóteses é que o agressor tenha se vingado da vítima por ela urinar em uma parada de ônibus perto da casa do investigado. E esse ato foi visto por familiares do suspeito, inclusive crianças”, acrescentou Alves.
O suposto autor do crime chegou a ser preso temporariamente. Em depoimento, ele confirmou que agrediu o primo e levou a vítima para casa onde ela morava após o homem permanecer no chão no local da agressão. Os golpes foram realizados com um pedaço de madeira de uma obra. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A Polícia Civil não solicitou a prisão preventiva do investigado, o que pode ser revisto pelo MPSC caso haja denúncia para a Justiça.



