Volta às aulas
Voltas às aulas Afasc dá início às atividades nos CEIs
Até o fim do mês, mais três CEIs estarão aptos a receber 500 criança
Por Redação Engeplus
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A semana está sendo de reencontro e adaptação nos 29 Centros de Educação Infantil (CEIs) da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc). Desde a última segunda-feira, os 960 profissionais da educação infantil acolhem 4,5 mil crianças com idades entre zero e cinco anos.
Até o fim do mês, mais três CEIs estarão aptos a receber 500 crianças: o Bem-Me-Quer, no Bairro Pinheirinho, o Costurando o Futuro, no São Luiz, que passam por reforma; e o novo CEI da Quarta Linha, que está em fase de conclusão. “No final de fevereiro estaremos com cerca de 5 mil crianças matriculadas”, observa Conceição Goreti Martinello, que integra o Conselho de Educação da Afasc.
Mais que educação de qualidade, as crianças que frequentam os CEIs da Afasc contam com a assistência de nutricionistas, dentista, fonoaudióloga, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicóloga. “No caso da alimentação, além de refeições nutritivas e balanceadas, a Afasc ainda oferece alimentação especial para intolerantes a lactose, celíacos e diabéticos”, explica Goreti. Já os professores recebem o apoio de orientadores educacionais. “Nos próprios CEIs, esses profissionais dão assistência pedagógica aos educadores”, acrescenta.
O “novo” precisa ser estimulado, afirma neuro-psicopedagoga - Na tarde desta terça-feira, dia 10, o clima é de euforia e diversão no CEI Lapagesse, no Centro de Criciúma, onde estão matriculados aproximadamente 700 alunos. O pequeno Luís Eduardo, de cinco anos, era só alegria ao reencontrar os amigos. “Gosto muito de brincar aqui. É o lugar que mais gosto da escola”, comenta o garoto, referindo-se ao parque. Depois de se divertir, Luís Eduardo e os colegas se fartaram no refeitório, com bolo e café com leite. “Adoro o lanche da escola”, comentou a pequena Beatriz, de cinco anos.
Já para Henrique, de nove meses, que frequenta o berçário, o período é de readaptação. O processo é acompanhado de perto pela mãe, Camila da Rosa Valério, de 28 anos. “Há momentos de choro, mas também os de sorrisos”, conta a mãe. Para ela, os pais são os principais responsáveis pela boa adaptação da criança na escola. “Precisamos transmitir segurança a eles”, ressalta Camila.
Pais são peças fundamentais - Quem reforça a afirmação de Camila é a diretora do CEI Lapagesse, Márcia Perucchi, que é neuro-psicopedagoga e tem especialização em educação inclusiva. “Os pais são peças fundamentais no período de adaptação do filho na escola. O papel deles é estimular o novo, tirar os filhos da zona de conforto. Dessa forma eles (os filhos) crescerão mais preparados para os desafios”. Segundo Márcia, o processo de adaptação começa em casa. “Os pais devem transmitir para a criança que esta mudança é positiva. Para tornar este momento menos impactante e mais agradável, a criança pode participar da compra dos materiais escolares, ajudar na arrumação da mochila, do uniforme... Enfim, precisa ser repassado para a criança as coisas boas dessa nova fase”, explica a diretora.
Colaboração: Saimon Novack / Comunicação Afasc



