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Eleições 2018

A imagem de um cenário embaralhado em SC

Faltando um ano e meio para as eleições, sucessão de Raimundo Colombo ainda é imprevisível

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Divulgação

Se vivo estivesse, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) teria completado 77 anos no sábado. Estaria no penúltimo ano de mandato no Senado. Talvez tivesse sido protagonista nos debates do impeachment da presidente Dilma, e estaria orquestrando a sucessão de Raimundo Colombo (PSD) em 2018.

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Com LHS, a manutenção da parceria entre PMDB e PSD dificilmente enfrentaria os ruídos que vem sendo emitidos agora. A semana foi dos mais contundentes discursos de Colombo, indicando o aval ao deputado Gelson Merísio para concorrer ao governo, e sinalizando com afastamento dos peemedebistas.

Essa movimentação pessedista foi sucedida por uma reunião em Florianópolis, entre lideranças do PMDB, PSDB e PR, que ensaiam uma parceria. Esta aliança, se sair, poderá colocar no mesmo palanque o vice-governador Eduardo Moreira e o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, conforme projeta a colunista Karina Manarin.

De desafetos
a possíveis aliados

Cabe lembrar o quão desafetos já foram Moreira e Salvaro. “Das pessoas más que eu conheço, a que mais se assemelha ao satanás é o Eduardo Pinho Moreira”, chegou a declarar o então ex-prefeito, em uma entrevista à Rádio Som Maior em julho de 2013. Pinho Moreira, quando teve oportunidade, retrucou, chegando ao ponto de coligar o PMDB com o PP de Márcio Búrigo na derrota de 2016. Depois, com a tese da governabilidade debaixo do braço, os dois se aproximaram.

PSD pode ter
vice do PP do sul

Mas não há LHS, e obviamente que o governador exerce papel decisivo. Raimundo Colombo é candidato ao Senado. Para tanto, renunciará ao mandato e fará de Eduardo Moreira o governador por nove meses em 2018. O cenário atual aponta PSD e PP juntos, com Gelson Merísio ao governo, e um progressista de vice, quem sabe do sul. O deputado estadual e recentemente empossado secretário de Estado, Valmir Comin, vem sendo especulado. Será testado no Executivo. Nada definitivo, já que o grupo almeja trazer o PSDB e conta com o PSB, que pode oferecer Paulo Bornhausen à majoritária.

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Tucanos valorizam
o passe

O PSDB ensaia um protagonismo. Bate na tecla da candidatura própria, calibra o nome do senador Paulo Bauer (que foi candidato ao governo em 2014, ficou em segundo lugar coligado com o PP) mas parece natural a busca de espaço para ele tentar a reeleição com um palanque forte. Da conversa da semana passada, desenhou-se um cenário com um nome do PMDB ao governo, como Udo Döhler, prefeito de Joinville, com Jorginho Mello, do PR, podendo aparecer como vice, Bauer na primeira vaga e a segunda em aberto para o Senado. É nesta projeção que Clésio Salvaro continua prefeito em Criciúma, abortando qualquer pretensão estadual.

Partidos de
esquerda isolados

Os cenários postos mais uma vez bipolarizam a disputa em Santa Catarina, e pela primeira vez desde 2006 colocam em lados distintos o PMDB e o PSD, dos tempos do PFL e DEM. Aparecem isolados o PT, carente de nomes, e o PDT, que tenta tomar o deputado Décio Lima das fileiras petistas e faze-lo candidato ao governo.

Uma coisa é certa: as cúpulas dos principais partidos estão liberadas para especular à vontade. As peças só vão se ajeitar no tabuleiro daqui a mais de um ano.

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