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A lista dos bombeiros que inquieta no HSJ

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo Engeplus

Não que a lista adormeça em uma gaveta, mas já causou bastante incômodo à direção do Hospital São José (HSJ) a dificuldade para cumprir a relação de exigências que o Corpo de Bombeiros fez, em nome da segurança na instituição. “Precisaríamos de R$ 6 milhões para fazer tudo o que eles pediram. Não temos esse dinheiro”, respondia há um ano, quando o tema veio à tona, a diretora das finanças do São José, irmã Terezinha Buss. Largura de portas, tamanho de escadas, são itens que vão além da prestação pura e simples – que de simples nada tem – do serviço de assistência em saúde a todo o grande sul catarinense.

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E se dinheiro é o que falta, como anda a busca por ele? “Estamos tentando um empréstimo a juro zero, via BNDES, para 180 hospitais no Estado, algo em torno de R$ 300 milhões. Não vai ser fácil”, reconhece o presidente da Associação dos Hospitais de Santa Catarina e assessor da direção do São José, Altamiro Bitencourt.

Nos últimos meses, porém, evoluiu um acordo entre o HSJ e os bombeiros que está permitindo equacionar o problema. "Assumimos um compromisso de resolver tudo gradualmente, e estamos conseguindo, por etapas", conta a irmã Terezinha. "A casa tem 80 anos e precisa de reformas e manutenções constantes", lembra.

Investimentos necessários

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Para um hospital que, somente em 2015, fez 133.918 atendimentos de urgência e emergência, mais 28.091 atendimentos ambulatoriais e 12.878 obstétricos, até não é tão dramática ou assustadora a lista de investimentos levantada pela direção, um pouco a partir da inspeção dos bombeiros, e o resto por conta do próprio dia a dia.

O São José precisaria de uma nova subestação de energia. “Por conta do aumento da demanda, que é diário e crescente”, conta o diretor administrativo Laércio Ferrari. Ainda assim, o hospital não apresenta problemas com eletricidade. Ampliação da oncologia em pelo menos 10% do espaço físico, atenção ao ambulatório, hemodiálise, setor de análises clínicas e renovação tecnológica da tomografia hemodinâmica e raio-x são outros pontos importantes que requerem verbas.

Enquanto isso, as finanças para pagamentos de salários e outros compromissos do cotidiano parecem mais estáveis nos últimos meses, depois do último pacto com o governo do Estado e da instalação de um comitê permanente de acompanhamento das contas. "Estamos indo em melhor condição do que já estivemos no passado recente", conclui a diretora.

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