A Quermesse deu bons frutos

Após 26 anos, evento reagrupa no mínimo três gerações

A Quermesse deu bons frutos
Foto: Nei Manique

Entre invernos e primaveras, a Festa das Etnias está completando 26 anos. Ela começou como Quermesse da Tradição e Cultura naquele gelado agosto de 1989 ocupando o calçadão da Praça Nereu Ramos. Méritos ao então prefeito Altair Guidi em seu segundo mandato e à secretária de Educação, Marlene Milaneze Just.

Passou para setembro e outubro nos anos seguintes até estabilizar em setembro mesmo. No início, famílias inteiras circulavam entre as barracas. Avós, pais, filhos, netos, casais, jovens, todos iam a pé ao Centro. A Quermesse virou Festa das Etnias e mudou de lugar. Diversas vezes.

É de se levar em conta que entre as pessoas que circulam nesta semana no Pavilhão de Exposições estejam as crianças de ontem. Foram levadas pelos pais e avós nos anos 90 e retornam agora, alguns com seus mimos no colo.

Ontem, fui atendido por um imigrante no estande árabe da praça de alimentação. Achei que era haitiano. Aí, lembrei que os ganenses aqui chegados são muçulmanos. Era. Conversamos por alguns minutos. Vinte anos atrás, havia pencas de uruguaios, argentinos e chilenos na festa. Sumiram.

Num dos corredores, reencontro o empresário João Benedet e sua esposa Irene Conti Benedet. Ambos, pai e mãe desta festa, dedicados que foram a cada uma das 27 edições. A digital deles está em cada avanço consignado na ata da História. Fiquei feliz por revê-los.

Vá ao pavilhão, circule, confira e curta! São cores, trajes, línguas e paladares muito diferentes. A Quermesse mudou de nome. A Festa das Etnias mudou de lugar e ambas, quase três décadas depois, só não mudaram de gente. Daqui, dali ou de lá... somos todos Criciúma!

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