A riqueza da língua portuguesa apresentada em museu

Por Fabrícia de Pelegrini

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Ah! A nossa língua portuguesa. Amada por uns brasileiros e odiada por outros. Um pouco de sua história é contada no Museu da Língua Portuguesa, localizado na Estação da Luz, no coração de São Paulo. Lá não existem obras, mas espaços interativos. Vozes de pessoas famosas e cidadãos anônimos do Brasil deixam seus depoimentos para quem quiser ouví-los. Entrar lá é levar um choque prazeroso de cultura.

E por falar em história da língua portuguesa, lá no museu existe um painel que mostra uma linha do tempo começando no ano 4.000 a.C. e segue até os anos 2000. Esse espaço apresenta a evolução do idioma, que deriva do indo-europeu, passando por grupo itálico, latim, latim arcaico, latim vulgar, romance, romance ocidental, português, até chegar ao português brasileiro. No final da linha do tempo, no ano 2.000, um espelho e a frase nossa língua, nosso melhor retrato indica que todos os brasileiros possuem seu estilo, sua forma de utilizar esse idioma, recriá-lo e reinventá-lo a cada dia.

Chama a atenção também um telão de 106 metros de comprimento, onde são projetados filmes de curta duração sobre variados temas como futebol, dança, música, festas, carnavais, relações humanas, saberes, valores, culinária, entre outros. Nesses filmes, o visitante pode perceber muitas coisas da língua portuguesa, ou apenas sentar em frente ao telão e curtir o que está sendo apresentado.

Há também jogos interativos, onde se podem descobrir palavras derivadas de vários idiomas e seus significados. Uma verdadeira aula que une aprendizagem e diversão, mostrando as línguas que influenciaram o português no Brasil.

Relação de obras brasileiras muito importantes para o país e seus autores, beco das palavras, cultura de cada estado, entre muitas outras curiosidades são encontradas no Museu da Língua Portuguesa. É preciso ter tempo para explorá-lo, mas alguns minutos lá, já são suficientes para se apaixonar pelo lugar.

Grande Sertão: Veredas

A obra de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, ganhou uma exposição temporária no Museu da Língua Portuguesa. Está lá, em varais, a reprodução de todas as páginas da terceira edição datilografada da obra, revisada pelo próprio autor manualmente. Se quiser ler, é só puxar a corda que a página desce. Se cansar, pode soltá-la que volta ao seu lugar.

Quem já leu o livro, poderá relembrá-lo ao caminhar pelas sete trilhas preparadas por tema, como por exemplo, Diadorim, Riobaldo, Batalha, entre outros. Quem não leu ainda essa obra, provavelmente sairá de lá querendo comprar o livro.

Há muita informação nessa mostra. Depoimentos, críticas e reportagens sobre Grande Sertão: Veredas também podem ser lidas durante a visita ao museu. Jogos de palavras foram montados para atrair a atenção do visitante, que no primeiro momento não consegue ler as frases, fica curioso e tenta descobrir como decifrar as letras misturadas e que parecem sem sentido. O espelho é uma boa dica.

O valor da entrada é de R$ 4,00. Aos sábados a entrada é gratuita. Se for a São Paulo, aproveite essa oportunidade, visite o Museu da Língua Portuguesa.

Mais informações: www.museudalinguaportuguesa.org.br

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