A serviço
A serviço da torcida, não do clube
Por Redação Engeplus
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A Rádio Eldorado resistiu por um bom tempo à idéia da utilização da cabine permutada por comerciais, achamos demasiado pagar R$ 22 mil (conforme nossa tabela comercial), pela utilização da cabine 10 do Heriberto Hülse, tradicional sede da Eldorado no Heriberto Hülse.
Ocorre que com a intransigência da Associação de Clubes (diga-se Federação Catarinense de Futebol, embora o presidente Delfim de Pádua Peixoto queira se esquivar da responsabilidade), refletimos que seria importante negociar com o clube, a bem de servir nossos ouvintes e nossos patrocinadores.
Fizemos um grande investimento para 2008, contratamos dois narradores consagrados, Mário Lima e Dante Bragatto Neto, temos a maior equipe esportiva de Santa Catarina e não poderíamos nos afastar da cobertura por causa de uma permuta que, na verdade, só restringe o produto Criciúma em nossa programação. Afinal, tudo aquilo que fazíamos a título de serviço para o clube, como divulgação de informes, borderôs, reuniões, convocações, enfim... tudo isso deixa de existir da forma gratuita como até hoje existia.
Acreditamos, na Rádio Eldorado, que a melhor forma de corresponder a isso tudo é taxar de uma forma correta o custo do nosso trabalho. Não trabalhamos para o Criciúma Esporte Clube, mas sim para a sua torcida. Assim, o Criciúma, como coadjuvante dessa invenção de "direitos de transmissão" de um campeonato que ainda está longe de se afirmar como de ponta, passa aqui a ter um trato exclusivamente empresarial.
Nossa função é meramente jornalística e, em momentos como o do ano passado, quando a Rádio Eldorado abraçou a campanha do sócio 7 mil e em tempo recorde liderou o processo de chegada do clube aos 7 mil sócios, momentos como este não mais se repetirão, a não ser que os clubes arquem com o custo publicitário disso.
Concordamos com Carolina Guidi e a direção da co-irmã Rádio Difusora, que os clubes têm, sim, direito de cobrar pelo espaço que oferecem no estádio. Aceitaríamos pagar um aluguel pela cabine, por exemplo. Porém, a forma como este processo foi conduzido foi desrespeitosa e achincalhou uma relação que deveria primar pela parceria e pelo bom senso.
Nossa missão segue a mesma, porém com a impressão de que nos rasgaram a camisa dos nossos clubes que vestíamos quando o futebol de Santa Catarina deveria estar em primeiro lugar. E nessa questão do aluguel de cabines, há até sublocação. O caso do Metropolitano, por exemplo. Não tem estádio, usa o Augusto Bauer do Brusque (que já locou suas cabines para emissoras brusquenses), e ainda assim o time de Blumenau quer locar os mesmos espaços?
Há muitos clubes que precisam crescer bastante para entrar nessa fase moderna do futebol. Crescer em patrimônio e principalmente em idéias. A "nossa" cabine no Heriberto Hülse, a cabine Clésio Búrigo, cabine número 10 do estádio do Tigre, está de portas abertas para quem quer lá visitar a Rádio Eldorado. Aquele espaço é nosso e dos nossos ouvintes. E dos torcedores que nada tem a ver com essa discussão de bastidores tão mal conduzida pelos clubes que, antes com razão, perderam boa parte dela ao não dialogar diretamente com as emissoras.
Faremos, enquanto imprensa esportiva, de tudo para que o "Catarinão do Caos" seja no microfone o "melhor Catarinão".
