Combustíveis
Acostume-se: Gasolina e diesel podem subir todo dia
Por Redação Engeplus
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Vigora desde 3 de julho a nova política fiscal praticada pela Petrobrás no tabelamento de preços de combustíveis. Uma tabela é publicada diariamente no site da companhia com o percentual de flutuação da cotação da gasolina e do diesel junto às distribuidoras que, por consequência, vão refletir aos consumidores, já que o repasse é feito aos postos.
“A Petrobrás fez isso, segundo eles, para compensar o longo tempo de preços sem reajustes”, comenta o revendedor Edílson Barp, futuro presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Criciúma e Região (Sindepesul), que está em formação. “Eles alegam que é uma forma de adequar o mercado nacional ao mercado internacional”, completa.
O tamanho da variação
No último mês a tabela da Petrobrás indica, de 10 de agosto a 9 de setembro, 21 flutuações. No caso da gasolina foram 11 índices positivos e dez negativos. No diesel, foram 14 acréscimos e sete reduções. “A norma técnica da Petrobrás indica que a variação pode ser de no máximo 7%, para cima ou para baixo, por dia”, conta Barp.
Consultando novamente a tabela constata-se um pico de acréscimo da gasolina de 4,2% no dia 1 de setembro e do diesel de +4,4% em 2 de setembro. As maiores reduções foram de -3,8% da gasolina na quinta-feira, dia 7, e -2,3% do diesel em 18 de agosto. Na soma de todos os índices o Portal Engeplus apurou um acumulado de aumento de 10,9% da gasolina e 10,7% do diesel em trinta dias.
“Há cerca de um mês houve aquela alta de até 40 centavos que fomos obrigados a repassar aos consumidores por aumento de impostos. Depois disso, houve mais essa oscilação pela tabela da Petrobrás que nem todos estão repassando”, observa Barp. Ele reclama que, quando há redução na orientação apontada na tabela, ela não chega aos revendedores nem aos consumidores. “Outro dia a tabela colocou -3,8% na gasolina mas a distribuidora não aplicou isso”, diz.
Atualmente os postos de Criciúma estão praticando preços médios de R$ 3,62 a R$ 3,79 na gasolina e de R$ 2,99 a R$ 3,19 no diesel. “Ainda assim temos os preços mais baixos de Santa Catarina”, garante. Barp menciona que em Florianópolis o litro está em média R$ 3,99. “Em Porto Alegre chega a R$ 4,14, em Curitiba está mais de R$ 4, em São Paulo alcança R$ 4,30 e no Rio de Janeiro já está em média de R$ 5”, relata. “E nós aqui estamos nessa penúria de margem de lucro de 11% brutos e ainda tendo que consultar essa tabela da Petrobrás diariamente antes de comprar combustível”, conclui.
A tabela da Petrobrás nos últimos trinta dias:
Data Diesel Gasolina 9/9 +1,5% +2,6% 7/9 +0,7% -3,8% 5/9 +0,1% +3,3% 2/9 +4,4% +2,7% 1/9 +0,8% +4,2% 31/8 +2,5% +0,5% 30/8 +0,5% -1,1% 29/8 +0,4% +1,1% 26/8 -0,7% +1,2% 25/8 +1,9% -0,5% 24/8 +1,7% -0,3% 23/8 -1,8% -0,1% 22/8 +2,3% +3,3% 19/8 +0,4% -1,4% 18/8 -2,3% -0,4% 17/8 -0,1% -1,4% 16/8 -1,0% +1,1% 15/8 +0,7% -1,4% 12/8 -1,2% +1,6% 11/8 +1,7% -1,2% 10/8 -0,4% +0,9% Total +10,7% +10,9%



