Adolescentes migram do All Star ao modelo skatista
Femininos e masculinos, o estilo do tênis agrada pelo conforto e estilo
Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br
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“Tem All Star?”. Pergunta clássica dos adolescentes, anos atrás, quando chegavam às lojas de calçados. Feito de lona e de borracha, o modelo Converse All Star fez parte do cotidiano de gerações. Fabricado desde 1917, o calçado teve o auge entre as décadas de 50, 70 e 90. Mas nem todos aderiram à moda. O engenheiro químico Daniel Augusto Kestering viveu a adolescência na década de 90 e, por incrível que pareça, não foi fisgado pelas centenas de All Stars existentes da época. “Naquele período eu já gostava mais de usar tênis esportivo e alguns casuais”, conta Kestering.
Atualmente, o modelo ainda tem lugar na vitrine, mas briga com o novo queridinho da geração Z, os tênis skatistas. Entre os que trocaram o sapato da estrela pela sensação do momento está o estudante Leonardo Gava Just. “Eu comecei a usar All Star porque todo mundo usava, era o acessório da moda. Hoje uso o tênis skatista pelo mesmo motivo”, fala o garoto, que atualmente conta com quatro pares do tipo skatista. Pelo conforto, o auxiliar administrativo Geraldo Ghislandi optou pela tendência atual. “Eu usei na minha adolescência e continuo usando porque combina com os tipos de roupa que visto, além de ser bem confortável”, avalia.
O gerente da Bem Calçado de Içara, Jeferson Duarte, afirma que as tendências adolescentes são medidas pela velocidade que os produtos saem da loja. “Hoje não dá tempo de os tênis skatistas chegarem ao estabelecimento. São vendidos muito rápido, e por isso estamos sempre trazendo novidades para essa geração. Apostamos em cores e estilos que chamem a atenção deles”, apresenta Duarte.
Para o proprietário da loja de Içara e Lages, Júnior Barni, os consumidores estão cada vez mais exigentes no ramo calçadista. “Nossa missão é ter à disposição do cliente o sapato desejado. Aquele que ele viu o cantor usando, o esportista, o ator. Quando ele encontra o calçado que procura, faz nosso trabalho de pesquisa valer a pena. A felicidade é vista claramente no rosto de quem compra”, salienta Júnior, que emenda dizendo que o poder aquisitivo do adolescente e do jovem tem crescido. “Ano passado o brasileiro gastou com calçados cerca de R$ 245,68 no ano. A tendência é que este número aumente em 2014, então temos que ter produtos que atinjam todos os públicos e bolsos”, pontua.
Colaboração: Jadson da Luz/Ápice Comunicação


































