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Advogado de credor contesta paralisação na Coposul

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Notícia atualizada às 16:40 / Produção de embalagens descartáveis da Coposul está paralisada desde às 9 horas desta terça-feira em função de uma medida cautelar de arresto ingressada na Justiça por um ex-administrador e atual fomentador através de uma de suas empresas.

Nessa manhã, a Justiça deferiu a limitar para a retirada de matéria-prima da empresa localizada no Jardim Elisabete, em Içara. O atual diretor da Coposul, Lédio Mondardo, chegou a receber voz de prisão ao tentar impedir a entrada de oficiais da Justiça no local. Ele foi encaminhado à delegacia de Içara e liberado em seguida. Mais de 100 funcionários estão parados na frente da empresa, observados por soldados da Polícia Militar.

De acordo com o advogado da empresa Alexandre Faria, os oficiais de Justiça cumpriram parcialmente a medida. Apesar da apreensão da matéria-prima, os funcionários impediram a saída de um caminhão carregado com o material. Estão estocados cerca de R$ 500 mil em matéria-prima na Coposul, segundo o advogado.

“Entendemos que não é caso de arresto de bens essa medida para a retirada da matéria-prima da empresa. Vamos tentar reverter a situação por meios legais. Podemos parar as atividades até reverter a medida, mas a empresa está longe de quebrar”, disse Faria.

Sem matéria-prima, a empresa paralisou a produção e os 317 funcionários temem demissão em massa. “O medo de demissão preocupa todos os funcionários que hoje foram impedidos de trabalhar”, comentou um supervisor de produção que preferiu não ser identificado. Ainda segundo o advogado, a Coposul tem mais de 20 anos de atuação no setor de descartáveis e já paralisou suas atividades em 2004 e 2006 em razão de problemas de gestão.

PARALISÃO INJUSTIFICADA
Agora à tarde, o advogado Júlio César Kaminski, representante do credor, esclareceu por email que a paralisação da produção ocorreu “por orientação do próprio administrador. O oficial de Justiça estava dando preferência para a retirada de produtos acabados”, frisou.

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As máquinas da empresa, segundo Kaminski, estavam “abastecidas de bobinas permitindo a continuidade das atividades. A empresa não parou por conta do cumprimento do mandado e sim por orientação do administrador que utilizou os funcionários para bloquear a entrada de caminhões.”

A ação dos funcionários, confirmou o advogado, levou o oficial de Justiça a “requerer reforço policial. Logo após, o administrador orientou os funcionários a se dirigirem ao fórum com o intuito de pressionar o magistrado que deferiu a liminar. Ocorre, porém, que a medida liminar foi concedida no dia 20 passado.”

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