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Assalto

Agressão física e psicológica na memória das vítimas de ônibus assaltado

Polícia Civil procura autores do crime

Por Redação Engeplus

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Foto: Franciela Lima

Os momentos de tensão vividos pelos passageiros assaltados no ônibus da empresa União, que havia saído de Florianópolis em direção ao município de Criciúma, na última terça-feira, ainda estão guardados na memória. O assalto ocorreu por volta das 21 horas no município de Imbituba, quando os criminosos, que viajavam como passageiros, anunciaram o assalto. Ambos estavam armados, sem balaclava e vestidos com calça jeans e moletom de capuz, sendo um de cor branca e outro de cor preta.

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Ao todo, seis homens participaram do assalto. Além dos dois que viajam no ônibus, outros quatro aguardavam o ônibus parar, e foi nesse momento que outros dois entraram no ônibus para recolher objetos dos passageiros e outros dois trabalhavam na lojística da ação. Além do roubo dos pertences, pelo menos quatro pessoas que viajavam ficaram feridas, entre elas um idoso e o motorista do veículo.

Conforme o delegado da Delegacia de Polícia de Imbituba, responsável pelo caso, Raphael Giordani, depoimentos são realizados em diversas delegacias do Estado, pois os passageiros que estavam no veículo são residentes em municípios distintos. Os relatos das vítimas ocorrem, principalmente, na Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma e na Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Florianópolis. "Neste primeiro momento não podemos revelar muitos detalhes para que as investigações não sejam prejudicadas, mas temos recebido muitas informações relevantes e que contribuem para o avanço das investigações”, frisa. Os depoimentos são enviados para a delegacia de Imbituba, onde um inquérito é elaborado e tem o prazo de 30 dias para ser concluído.

Momentos de tensão - Enquanto os suspeitos são investigados, as lembranças do assalto ainda não foram esquecidas pelas vítimas. Segundo a passageira Franciela Lima, os homens anunciaram o assalto no momento em que muitos passageiros estavam dormindo. “Todos acordaram sem saber o que estava acontecendo. Pensei que era alguma fiscalização de trânsito, mas quando um dos criminosos efetuou um disparo na parte dianteira do ônibus percebemos o tamanho do perigo”, recorda.

A lembrança é ainda mais forte para quem sofreu algum tipo de agressão física. “Estava dormindo e quando acordei olhei diretamente para um dos assaltantes, aquele que coordenava todo assalto. Pelo fato de ter olhado para o rosto dele, houve a agressão. Além disso, perdi meus dois notebooks, uma câmera fotográfica digital e um iPad, um prejuízo de R$ 12 mil. Em um desses computadores estava a história da minha família que seria contada em um livro. Estava escrevendo há cinco anos, essa é a minha maior tristeza”, ressalta o passageiro Adriano Rodrigues.

De acordo com Franciela, os assaltantes, ao anunciarem o crime, pediram que todos passageiros jogassem suas bolsas no corredor. “Eles ainda pediram que cada um tirasse sua aliança de compromisso e a entregasse. Depois disto, um deles agrediu o motorista e pediu que ele parasse às margens da BR-101. Neste momento, mais dois homens entraram no veículo e recolheram todos os pertences”, explica. Ainda conforme a passageira, os criminosos chegaram a abrir o porta-malas do ônibus, mas uma pessoa do lado de fora gritou e falou que o tempo do assalto havia acabado. Os quatro fugiram do local em dois carros que estavam estacionados no viaduto da localidade de Mirim, em Imbituba. “Eram dois motoristas, totalizando seis pessoas na ação”, afirma.

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Rodrigues conta, ainda, que os assaltantes eram agressivos. “Um idoso levou um soco no olho e ficou com a visão comprometida. Vi também eles colocando a arma na cabeça de muitos passageiros, inclusive, na boca de um passageiro com Síndrome de Down”.

Empresa – Em relação ao controle de passageiros no veículo, segundo o advogado da empresa União, Adryn Luciano de Souza, a legislação prevê que não é obrigado que os passageiros apresentem documentação no momento do embarque e desembarque em viagens dentro do Estado. “A apresentação dos documentos é obrigatória em viagens interestaduais, por exemplo, de Florianópolis até Porto Alegre (RS)”. Ele acrescenta que se o passageiro não quiser apresentar nenhuma documentação no momento do embarque em viagens dentro de um único Estado não há como impedir sua entrada no veículo.

A empresa também entende que não é obrigada a pagar nenhuma indenização. “Chegamos à conclusão de que somos vítimas também, pois é uma questão de segurança pública, faltou fiscalização do Estado seja no terminal rodoviário ou na própria rodovia. Não há nenhuma câmera de videomonitoramento na rodoviária de Florianópolis, por exemplo, o policiamento deveria ser mais ostensivo”, pontua Souza.

Quanto ao motorista, que seguiu viagem com ferimento na cabeça após ser agredido pelos criminosos, Souza ressalta que ele quis seguir o trajeto, pois relatou à empresa estar bem. “Ele foi medicado e afirmou ter condições em seguir viagem”. Ainda conforme o advogado, a empresa está à disposição dos passageiros para dar apoio psicológico para aqueles que precisarem.

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