Alergia e anafilaxia: entenda mais sobre a reação grave a alergias alimentares
Nos últimos meses, casos de anafilaxia que resultaram em morte viraram destaque
Por Louise Müller - jornalismo@engeplus.com.br
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A intolerância a alimentos e a alergia alimentar podem ser fatores que requerem maior cuidado e atenção aos cuidados e diagnósticos médicos. Incluindo a anafilaxia, que pode levar à morte. Nos últimos meses, casos de anafilaxia que resultaram em morte viraram destaque no Brasil. Por isso, o Portal Engeplus conversou com uma alergista e imunologista sobre o assunto. A partir de agora, você entende melhor a diferença entre os casos mais graves e como eles podem ser diagnosticados.
A alergia alimentar é uma reação de defesa do corpo a alguma substância desencadeada no organismo, com ou sem envolvimento de anticorpos, em que o corpo libera mediadores inflamatórios ao alimento ser confundido com invasores. De acordo com a alergista e imunologista Mariana Mangilli de Menezes essa reação do organismo pode causar outras reações variadas , como alterações intestinais, vermelhidão cutânea, e inchaço.
“A pessoa que desencadeia alergia alimentar precisa já ter ingerido o alimento anteriormente para ser sensibilizada e em um próximo contato desencadear a reação. Nós não temos alergia daquilo que o corpo não conhece, ou que nunca teve contato”, explica Mariana.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 10% da população infantil no mundo possui alguma alergia alimentar. Mariana explica que os alimentos causadores das reações alérgicas podem ser os mais comuns em pratos e mesas do país. “Os alimentos mais comuns de causar alergia em crianças são aqueles que consumimos diariamente, como: leite, ovo, soja, trigo e amendoim. Em adultos acrescentamos os frutos do mar ou crustáceos. Há um aumento de casos de alergia relacionadas às frutas na infância, porém, ainda é pouco frequentes e cada caso precisa ser avaliado de forma individual”, pondera a alergista.
Mariana adverte que ao ingerir um alimento e estar ciente da alergia, o ideal é sempre pedir auxílio. Algumas pessoas podem melhorar com uso de antialérgicos ingeridos via oral e corticosteroides. Já em outros casos será necessário o uso de de adrenalina intramuscular. Para qualquer um dos casos o ideal é passar por uma consulta médica maiores prescrições.
Anafilaxia: a reação que pode ser fatal
A anafilaxia é a reação alérgica grave, rara e potencialmente fatal com dois ou mais sintomas relacionados, como falta de ar, diminuição da pressão arterial, edema de glote ou desmaios. Em caso de anafilaxia, mesmo que o paciente possua antialérgico ou medicação de resgate, ele deve procurar atendimento de emergência e pronto atendimento hospitalar para maior segurança.
“Em casos graves, como vimos recentemente com os influencers Brendo Yan após ingerir bolo de camarão e Thais Medeiros após contato com pimenta, trata-se de anafilaxia, onde o tratamento precisa ser realizado com adrenalina intramuscular de emergência, o mais rápido possível. O maior problema é que no Brasil não há a comercialização das canetas autoaplicáveis de adrenalina, pois elas não são liberadas pela Anvisa. Precisamos importá-las da Europa ou EUA, o que acarreta maior custo e burocracia, sendo que alguns pacientes não conseguem adquiri-las", expõe a doutora.
Como identificar uma alergia alimentar?
O diagnóstico é feito em consulta médica, na qual será recordado o que o indivíduo ingeriu e fez no dia da reação alérgica junto a exames prescritos pelo médico responsável. Estes exames podem ser cutâneos ou laboratoriais. Em certos casos, alergias alimentares podem ter ligações genéticas de pais a filhos, o que pode ou não contribuir para a reação.
O tratamento
Segundo Mariana, o tratamento muitas vezes consiste em descobrir a causa da alergia para evitar o consumo do mesmo. Em alguns casos, é mais seguro parar de ingerir determinado alimento que causou alergia. Também é deixado pelo médico responsável um protocolo com antialérgicos necessários em caso de contato acidental. "Alguns pacientes se beneficiam de dessensibilização alimentar, imunoterapia (vacinas), mas cada caso é avaliado individualmente”, finaliza.


































