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Alunos da escola Vilson Lalau vão às ruas pedir melhorias no colégio

Direção e pais reclamam de falta de higiene no local e pedem por mais serventes

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Amanda Garcia Ludwig

Alunos, pais e a direção da escola Vilson Lalau, localizada no bairro Cristo Redentor, em Criciúma, foram às ruas na manhã desta terça-feira para pedir por melhoras na escola. Eles afirmam que a estrutura do local é boa, mas a falta de higiene prejudica a educação no local. Os envolvidos realizaram um protesto, com faixas, cartazes e a banda da escola, e após uma caminhada nas ruas entorno do colégio, alunos e pais abraçaram a escola em um gesto simbólico.

A principal reivindicação, segundo a diretora da escola, Mariangela Donetto, é o aumento no número de serventes do colégio. Atualmente, são quatro profissionais responsáveis pelo pátio da escola e pela merenda e limpeza da cozinha. “Desde 2011 precisamos, e seriam necessárias nove pessoas trabalhando na limpeza. Atualmente são quatro, para dar conta de tudo”, avalia a diretora.

Olindina Otávio Recco é uma das serventes que trabalha oito horas por dia na limpeza da escola. Segundo ela, algumas serventes passaram pelo colégio mas não permaneceram. Isso dificulta o trabalho das quatro trabalhadoras que estão todos os dias no local. “O ideal seriam quatro no refeitório, e somos em duas. Existe sempre uma promessa de que mandarão mais pessoas, mas quem vem, não fica. As crianças reclamam, por exemplo, da limpeza do banheiro. Seria necessário limpar ao menos cinco vezes por dia, mas só dá tempo de limpar uma”, reclama a servente.

A mãe de duas alunas, Sibelia Pereira Luiz, diz que já pensou em retirar as filhas da escola, mas foi convencida a deixá-las na Vilson Lalau, pelo fato de elas já estarem acostumadas com o local. “Minhas filhas são portadoras de necessidades especiais. Quero melhorias, pois todos os dias elas chegam em casa reclamando do lixo nos pátios”, contesta.

Mariangela explica que, além do pedido para que o número de serventes aumente, também é necessário que exista mais acessibilidade para alunos portadores de necessidades especiais. “A dinâmica precisa ser diferente, pois é uma escola integral. São cerca de 400 alunos que ficam o dia todo, e apesar de a estrutura da escola ser boa, temos essa deficiência no fator acessibilidade”, protesta.

Olnete Bez Fontana, secretária de Educação de Criciúma, afirma que o problema deve ser resolvido em breve. Segundo ela, houve problemas na contratação de agentes de serviço que trabalham na limpeza e manutenção da escola e a contratação demorou por conta do extenso período eleitoral pelo qual passou a cidade. “Vamos tentar uma contratação de um funcionário indicado pela própria comunidade, que já conheça a realidade e estrutura da escola. Antes, vamos verificar a quantidade necessária de serventes e a legalidade da contratação. Caso necessário, faremos um remanejo de funcionários”, avisa.

Confira o vídeo do protesto no canal do Portal Engeplus no Youtube

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