Aprendendo história com os selos

Por Texto/fotos: Fabrícia de Pelegrini - fabriciapelegrini@engeplus.com.br

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Nestes tempos em que a comunicação virtual é rotina entre as pessoas, colecionar selos parece algo estranho. Mas não para Fagner Maximo da Silveira, que começou sua coleção há quase 14 anos e hoje, com 22 anos, possui cerca de 6.000 selos.

O selo mais antigo da coleção deste filatelista é do ano de 1875, quando ainda eram de uma única cor com tarifas impressas. “A partir de 1900, começaram a surgir desenhos e estampas nos selos, principalmente como homenagens às personalidades da história”, conta Fagner.

O interesse de Fagner por selos começou porque a família recebia muitas cartas e achava-os bonitos. “A minha decisão em colecionar foi quando vi os quatro selos da turma do Ziraldo de 1994 e até hoje são os meus favoritos”. Estes possuem os desenhos do Menino Maluquinho, Bichinho da Maçã, Turma do Pererê e Pererê.

ALGUNS SELOS DIFÍCEIS
Colecionar selos, para Fagner, não é apenas guardar pedaços de papel com desenhos, através deles, se aprende muito. “Aprendo muito sobre história com os selos, porque cada um que eu encontro, vou pesquisar sobre o tema. Conheço a história de praticamente 90% dos que tenho”, garante.

Cada selo lançado tem um motivo, uma homenagem, algo a ser comemorado. Fagner conta que a partir da década de 90 começaram a surgir alguns com temas educativos como por exemplo, campanha contra a aids, educação no trânsito, entre outros.

Os selos difíceis de ser encontrados que fazem parte da coleção do filatelista são a série sobre a inauguração de Brasília (1960), milésimo gol do Pelé (1969) e da transamazônica (1971). Outro que Fagner passou trabalho para encontrar foi o do flamengo (1995) apesar de ser mais recente.

O filatelista é estudante de artes visuais e atualmente trabalha no setor produtivo de uma indústria química, troca cartas com várias pessoas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, entre outros países, em busca de novos selos para enriquecer sua coleção.

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