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Arroz e uva registram quebra em janeiro

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo / Engeplus

No janeiro mais chuvoso desde 1924, as culturas do arroz e da uva foram as mais prejudicadas no sul do estado, revela balanço da Epagri.

No primeiro caso, dezenas de hectares cultivados por rizicultores em Forquilhinha e Maracajá sofreram quebra significativa em razão dos alagamentos no período da floração.

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Já em Urussanga e Pedras Grandes, o excesso de chuva atingiu as parreiras de uvas de mesa e de vinho logo no início da colheita. O resultado apareceu na forma de rachaduras nas cascas. “Grande parte dos frutos foram danificados”, informa o engenheiro agrônomo e climatologista da Epagri, Márcio Sônego.

Os números da quebra são assombrosos, confirma o empresário Renato Damian, da vitivinícola Casa Del Nonno, um dos precursores na produção da uva goethe. “Começamos a colheita no dia 18 de janeiro, bem no dia da enxurrada, e perdemos 50% do que esperávamos colher”, lamenta.

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O acumulado da chuva a partir de então, conta Renato, só poupou as uvas alojadas no interior dos cachos. “A goethe tem a casca muito fina e as que ficaram expostas racharam totalmente e se desintegraram. Tínhamos previsão de colher 100 toneladas, mas só conseguimos colocar 50 na casa.”

BALANÇO REGIONAL
No geral, os produtores contabilizaram prejuízos beirando R$ 30,5 milhões na região sul, R$ 7 milhões somente em Meleiro. Imaruí com R$ 5,99 milhões, Grão-Pará (R$ 4,5 milhões), Pedras Grandes (R$ 4,48 milhões), Tubarão e Maracajá, ambos acima de R$ 2 milhões, lideram a relação das perdas.

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