Por Edição: Nei Manique - neimanique@engeplus.com.br
EmQuatro minutos. Esse é o tempo médio que o artista Antoni Petroccely leva para pintar uma tela, ao som alto no estilo hardcore e usando tinta spray com as cores básicas, além de algumas artimanhas como fogo, esponjas e espátulas.
A habilidade do artista roubou a cena de quem passava pelo calçadão da Nereu nesse sábado. À frente do Shopping Della Giustina, formou-se uma roda de mais de 50 pessoas cada vez que ele começava uma nova obra.
Petroccely tem 30 anos, é natural do Rio e já percorreu mais de 400 cidades divulgando e vendendo o trabalho que aprendeu a fazer nas ruas de São Paulo. Apesar de atrair a atenção de muita gente na praça, o artista está de saída de Criciúma porque acha a arte pouco valorizada por aqui.
"Meu sonho é ter meu trabalho reconhecido e morar fora do Brasil”, diz o artista. “É triste ver que a arte é tão pouco valorizada e por isso quero morar num lugar que dê o valor que ela merece", comenta.As telas abordam diversos temas, como natureza e animais e têm o preço variado de acordo com o tamanho, entre R$ 15 e R$ 40.
Petroccely conta que está escrevendo um livro, ainda sem título, para criticar o comportamento da sociedade em relação à arte. "Tem gente que me assiste enquanto pinto e depois aplaude, mas tem gente que vem comprar e quer fazer o preço. A maioria acha as telas de R$15 caras e é isso que me desanima", reclama. Nesta segunda, ele viaja ao oeste para encerrar sua passagem de dois anos por Santa Catarina.
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(Colaboração/fotos: Lucas Borges / Especial / Engeplus)


































