Artesão cria peças com madeiras de demolição
Com isso ele dá uma nova cara e uma utilidade para o material

O artesão Marcio Pereira Delfino, 47 anos, Natural do Paraná e morador de Criciúma, utiliza madeiras de demolição, que seriam descartadas, para criar peças de artesanato. Com isso ele dá uma nova cara e uma utilidade para o material.
Atuando na profissão desde 2010, ele faz criações relacionadas ao esporte, mar e peixes. As ideias e desafios são ditas por clientes, mas também surgem de uma inspiração ‘automática’, vinda de tudo que lhe envolve.
Em média, o artesão já chegou a produzir cerca de 50 peças por semana, entre tábuas de corte, bandeja, cabideiros, porta chaves, utensílios, peças decorativas, entre outras.
Os tipos de madeiras de demolição mais conhecidas e comuns que ele utiliza são: peroba (madeira dourada), canela ( madeira castanha ,quase preta), cedro (madeira avermelhada) e guarapari (madeira meio rosa chá).
Para Marcio, trabalhar com arte é algo meio difícil de ser explicado e entendido por quem não para para perceber todo o desenvolvimento de algo que foi criado no espaço da imaginação. “Algo que passa pelo processo de ser concebido e criado em uma coisa tangível e onde volta a ter o poder de você pegar e sentir novamente o afeto desde sua imaginação até a materialização”, complementa.
Madeiras que guardam memórias
As madeiras vindo de casas desmontadas contam histórias. Muitas delas descobertas durante o processo. O artesão demonstra que presta atenção em cada detalhe. “A madeira de demolição faz muitas pessoas sentirem um amor de memória. Com certeza você lendo, vai lembrar de quando dormia na casa dos seus avós, e ouvia o ranger e o estalar das tábuas e do forro, barulhos de lagartixas no teto. Barulho do assoalho, e muito mais. Isso lhe traz aquele aconchego de um tempo passado e carinhoso”, pontuou.
Amor pelas peças
“Quase todo artesão quando começa a viver de seu trabalho, financeiramente é interessante. Mas cria um amor por cada peça, que parece que um filho está indo embora do seus braços”, afirma. Marcio fica tão empolgado com suas criações às vezes, que tenta não mostrar para outras pessoas para não vender a peça tão rápido.
Durante a pandemia ele criou um espaço em casa, onde recebia clientes. Hoje atende no local com agendamento, participa da feira todos os sábados na Praça Nereu Ramos, em Criciúma e tem parcerias com lojas.


































