Assaltante do
Assaltante do Unibanco é preso
Por Redação Engeplus
4 min de leitura
M.C.P., envolvido no assalto a agência do Unibanco em 2003, que resultou em dois policiais mortos e inúmeros feridos, foi preso em Goiás, na última semana, e transferido para Minas Gerais. Conforme reportagem do Fantástico, apresentando na noite de ontem, após a prisão do chefe do bando, era ele quem articulava os assaltos com os bandidos de vários estados, agindo em várias cidades do país.
M. e grande parte de sua quadrilha, composta por mais de 50 assaltantes de banco e carro-forte, estão num presídio de segurança máxima, em Belo Horizonte. Comparados pela reportagem aos cangaceiros de Lampião, as investigações da polícia apontam que, antes de praticar os crimes, o bando levantava informações de quantos policiais estariam de plantão no dia, sendo seus alvos cidades pequenas, onde a tropa da PM é menor.
Sua participação no roubo ao Unibanco
Conforme o delegado Carlos Emílio da Silva, que coordenava a Central de Polícia de Criciúma na época do assalto e com o auxílio de agentes da CP identificou o grupo interestadual, o preso foi o responsável por dar uma marretada estourando a porta da agência de Criciúma. “Além de ser um dos organizadores do grupo armado ele também dirigiu o carro levando os bandidos até o banco”, comenta o delegado.
Segundo Emílio este foi um dos crimes mais complexos em que já trabalhou. “São criminosos de várias partes do país, especializados em assaltos a banco, que agem de forma organizada, usando armas, como metralhadora .50, capaz de derrubar helicópteros, usam granadas e carros de polícia. Criciúma nunca havia sofrido tal ataque e tivemos que trabalhar com a polícia de todo o país para identificar e prender parte do grupo”, relembra
O chefe do grupo
O chefe da quadrilha, J.F.L. foi preso quando planejava praticar o assalto de uma tonelada de ouro, avaliada em R$ 50 milhões na Venezuela. Participariam da ação, seis ex-guerrilheiros da FARCs. O roubo ocorreria entre as cidades de São Romão e Margarita, na Venezuela, onde o veículo de transporte do ouro seria interceptado.
Crimes confessados pelo líder do bando
*Roubo em São Gotardo. A cidade ficou sitiada. Os criminosos dominaram os policiais na delegacia e no quartel, matando um policial militar na saída da cidade. Dois bancos foram roubados simultaneamente. Os criminosos roubaram cerca de R$ 2 milhões, levando como reféns dois delegados, um juiz, oito policiais militares, funcionários do banco e um detetive. Três viaturas da Polícia Militar foram usadas na fuga.
* Roubo a agência do Unibanco em Criciúma. Dois policiais foram mortos durante a ação criminosa.
• Roubo a carro forte em Maringá/Paraná
*Participação em vários crimes de roubo no Nordeste do país, utilizando como tática deixar a cidade sitiada.
* Assassinato do senador Olavo Pires, em Porto Velho/Rondônia.
*Roubo a carro forte em Vila Velha, no Espírito Santo. Durante a ação criminosa, uma mulher de 72 anos foi vítima de bala perdida; roubo ao carro forte da Brinks, em Uberlândia com a subtração dos malotes. Na ação, os criminosos explodiram o veículo, deixando feridos os vigilantes.
* Roubo ao carro forte da Proforte, em Uberaba. Utilizando a mesma tática, explodiram o carro, matando um vigilante e atingindo outros.
* Roubo ao carro forte da Rodobam em Ipatinga. Dois vigilantes foram mortos e outros ficaram feridos.
* Roubo ao Banco do Brasil de Frutal. Rendidos, policiais militares e civis foram levados como reféns. Os criminosos utilizaram uma viatura policial na fuga. Um policial militar foi baleado na perna. Foram roubados R$ 500 mil.
* Tentativa de roubo a carro fote em Itaúna. O uso de dinamite na explosão do veículo provocou a queima do dinheiro. Os vigilantes ficaram feridos.
* Roubo a banco em Ibiá. A cidade foi sitiada e os criminosos levaram o dinheiro da tesouraria.
* Roubo ao carro forte da Prossegur em Sacramento. O veículo foi fuzilado e os vigilantes ficaram feridos.
(Fotos: Reprodução Fantástico/ site G1)



