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Aumenta o número de empregos formais em Criciúma

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Reprodução internet

No primeiro trimestre de 2012, houve um crescimento de 30% no mercado de trabalho formal em Criciúma, quando comparado com o mesmo período de 2011. Nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano foram gerados 789 novos postos de trabalho na cidade, sendo que no primeiro trimestre do ano passado foram 607 novas contratações.
Os números são da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Socioeconômicas Aplicadas (Ipese), divulgada no final do mês de abril, que faz parte do Parque Científico e Tecnológico da Unesc (Iparque). O destaque fica para o mês de março, quando foram gerados 561 novos postos de trabalho. Este resultado é o melhor para o mês de março dos últimos 10 anos.

Os principais setores onde houve maior crescimento no número de ofertas de emprego em Criciúma são os de alojamento e alimentação, que englobam os hotéis, motéis, restaurantes, lanchonetes e similares. Nestes setores foram gerados 237 novos postos de trabalho durante os três primeiros meses de 2012. Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Criciúma e Região (Sindihotéis), Rogério Vettorazzi, este crescimento pode ser observado no ramo da alimentação. "Dezembro e janeiro são considerados baixa temporada para os restaurantes, por isso acontecem muitas demissões, mas depois que passa o verão, as férias e o carnaval, as pessoas retornam à Criciúma, então o setor é obrigado a contratar mais, para atender a demanda", destaca Vettorazzi. Hoje, o teto mínimo para a categoria é de R$ 800, mas, dependendo do estabelecimento, o garçom ou a recepcionista podem receber até R$ 1,2 mil.

Outro fator que chama atenção é o nível de escolaridade dos contratados. Em Criciúma, 239 postos de trabalho foram gerados para pessoas com o ensino médio completo e para quem está cursando ou já cursou o ensino superior foram 210 novos empregos. Com isso, quase 60% dos empregos gerados no município nos três primeiros meses deste ano foram para trabalhadores com, no mínimo, o ensino médio completo.

De acordo com o pesquisador socioeconômico do Ipese, Giovani Mendes, estes números apontam uma recuperação econômica. "O ano de 2010 foi recorde de geração de empregos em todo o Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) estava em alta e o mundo se recuperava da crise de 2009. Ano passado, novamente o mundo todo sofreu os impactos da crise, por isso 2012 pode ser considerado um ano de recuperação", explica Mendes.

Conforme o pesquisador do Ipese, o saldo positivo da empregabilidade no primeiro trimestre também foi registrado na Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). No total, foram ofertados 2.111 novos empregos nos 11 municípios que fazem parte da Amrec.
O setor que mais empregou foi de administração pública, com a contratação de 103 profissionais em Cocal do Sul e mais 191 em Urussanga, o que totaliza 313 novas contratações no setor. Já o maior número de desligamentos, que pode ser por morte, invalidez, aposentadoria ou demissão, registrado na Amrec foi em Criciúma, no setor de comércio varejista, onde 218 pessoas foram desligadas de seus empregos no primeiro trimestre.

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