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Criciúma e região

Bancários deflagram paralisação; veja quadro atual da greve na região

Movimento ocorre pelo 14º ano consecutivo e por tempo indeterminado

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: arquivo engeplus

A greve dos bancários iniciou à zero hora desta quinta-feira e segue por tempo indeterminado. Mais de 40 agências e Postos de Atendimento Bancário (PABs) estão com os serviços suspensos.

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A paralisação acontece pelo 14º ano consecutivo nos dez municípios de base do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, que compreende as seguintes cidades: Criciúma, Içara, Balneário Rincão, Morro da Fumaça, Forquilhinha, Cocal do Sul, Urussanga, Siderópolis, Nova Veneza e Treviso. A greve foi deflagrada em todo o país e na maioria dos estados a paralização iniciou na última terça-feira, dia 6.

Veja abaixo o quadro da paralisação na região:

Criciúma: As 27 das 46 agências bancárias estão fechadas;
Içara: todos os cinco bancos estão fechados;
Siderópolis: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão fechados;
Cocal do Sul: Nesta quinta-feira é feriado na cidade;
Urussanga: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal estão fechados. Bradesco está aberto;
Morro da Fumaça: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e HSBC estão fechados. Bradesco está aberto;
Nova Veneza: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão fechados;
Forquilhinha: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal estão fechados. Bradesco está aberto;

As cidades de Treviso e Balneário Rincão não possuem agências bancárias.

A categoria rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na última rodada, no dia 26 de agosto, de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 3 mil. (todas as propostas abaixo). Os trabalhadores pedem reposição da inflação do período (estimada em 9,57%), mais 5% de aumento real e valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho).

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Além disso, os profissionais almejam o combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança e melhores condições de trabalho. A defesa do emprego e dos direitos da classe trabalhadora também é prioridade. Conforme o presidente do sindicato, Edegar Generoso, o reajuste proposto pelos bancos representa perdas salariais de 2,8%.

Atendimento especial aos aposentados - Os usuários e clientes poderão usar os caixas eletrônicos para depósito e saque que serão compensados normalmente. Neste primeiro dia de paralisação, o comando de greve acordou com a gerência de cada agência o horário especial para o atendimento aos aposentados. Caso seja necessário mais dias poderão ser negociados.

Principais reivindicações dos bancários:

- Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real;
- PLR: 3 salários mais R$8.317,90;
- Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último);
- Vale alimentação no valor de R$ 880 ao mês (valor do salário mínimo);
- Vale refeição no valor de R$ 880 ao mês;
- 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880 ao mês;
- Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;
- Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal;
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
- Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de auto-atendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
- Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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