NACIONAL
Bancários rejeitam proposta da Fenaban e discutem greve
Federação Nacional dos Bancos ofereceu aumento geral de 5,5%
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Em reunião nesta sexta-feira em São Paulo, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu ao Comando Nacional dos Bancários 5,5% de aumento geral, entre INPC e ganho real, e R$ 2,5 mil de abono. A proposta foi rejeitada na mesa e assembleias acontecem em todo o país na próxima quinta-feira, dia 1º de outubro, para votação da proposta pela categoria e possibilidade de paralisação nacional a partir do dia 6.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, Edegar Generoso, que participou da assembleia em São Paulo, a categoria está indignada com a proposta apresentada. "Os bancos com seus lucros astronômicos estão ofendendo os seus empregados com essa proposta, que sequer repõe a inflação. Eles estão jogando a categoria para a greve”, critica Generoso.
Conforme o sindicalista, somente a inflação foi 9.88% e eles querem repassar a metade do INPC. Os trabalhadores reivindicam 16% de aumento (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego e fim da terceirização na Campanha Nacional Unificada 2015. A pauta foi entregue pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação dos Bancos (Fenaban), no último dia 11.
Na região Sul do Estado, integrando a base de Criciúma, a categoria conta com cerca de 800 trabalhadores, distribuídos em 60 agências, em dez municípios: Criciúma, Içara, Balneário Rincão, Morro da Fumaça, Forquilhinha, Cocal do Sul, Urussanga, Siderópolis, Nova Veneza e Treviso.
( Colaboração: Maristela Benedet )



