Beto Carrero World anuncia encerramento do 'Mundo Animal', o zoológico do parque
Atração funcionou por mais de 30 anos e decisão marca nova fase


O Beto Carrero World anunciou nesta quinta-feira, dia 27, que irá fechar o seu zoológico. Batizado de Mundo Animal, o espaço funcionou durante 32 anos e marcou o início do local que hoje é considerado o maior parque da América Latina, fundado em 1991 por João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero.
O encerramento do espaço representa uma nova fase do parque, explicou o CEO do Beto Carrero World, Alex Murad, filho de Beto Carrero. “É uma transição. A gente já vem vendo esta tendência há anos. Tudo começa com uma base de entendimento e amor. O amor que a gente tinha às apresentações de animais de circo, para o amor que a gente teve de não ter mais essas apresentações e ir para o zoológico e agora o amor que a gente tem de fazer esta grande mudança”, enfatizou.
Beto Carrero ficou conhecido mundialmente por sua relação com os animais, principalmente com o leopardo Marco e o seu cavalo Faísca. Em seu circo, que mais tarde viria ser o início do parque, ele encantava o público com as apresentações com animais. “Ele tinha um conexão muito interessante com os animais. Tinha um lance de amor, mas tinha uma troca de energia. Eu não via isso em mais pessoas. Era um lance de amor e respeito muito grande”, lembra Alex.
A decisão foi tomada após um longo entendimento de que os animais precisam de um ambiente mais próximo ao seu habitat natural, diz um comunicado divulgado nas redes sociais. A partir de agora, os bichos serão encaminhados para novos locais.
“Os animais que estão em zoológico não tem mais como ser soltos na natureza. Eles já nasceram dentro do zoológico. Eles precisam ser levados para um local adequado e maior, para que eles possam caminhar tranquilidade e, dependendo da espécie, uma vegetação também. E lá eles vão poder se reproduzir e as crianças também terão contato”, explicou o veterinário Samuel Paganelli.
Com o fechamento do Mundo Animal, o parque garante que os animais serão encaminhados para locais onde receberão a atenção necessária. “Os animais estão indo para lugares onde a gente acredita que as pessoas vão fazer um trabalho muito similar ao nosso. São pessoas que têm a paixão. Não são players financeiros. São pessoas que realmente gostam, que nasceram para isso e que tem uma história parecida com a minha, que foram criadas neste mundo. Eu acredito muito nos zoológicos. Como em todas as profissões, existem os que são bons e os que não são bons, eu acredito na transição”, finalizou o CEO. O encerramento da visitação já passou a valer nesta quinta-feira.


































