Buenos Aires: um destino apaixonante

Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br

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Buenos Aires: um destino apaixonante
Foto: Amanda Garcia Ludwig

Apaixonante foi a palavra que encontrei para definir Buenos Aires, a capital da Argentina. Muitas pessoas já conhecem a cidade, mas ela nunca esteve nos meus primeiros planos de viagens internacionais. Em razão de ajustes em calendários com amigos que viajariam juntos, promoções em passagens, vantagens no câmbio do real para peso (moeda utilizada no país) e hospedagem em conta, a cidade ganhou espaço em nossa lista de prioridades.

Embarcamos em quatro. Eu, meu namorado e um casal de amigos. Entre conexões e atrasos, pisamos em terras argentinas pela primeira vez na madrugada de um sábado. Essa foi nossa primeira vez para diversas coisas, entre elas usar o AirBnb, um serviço de hospedagem onde uma pessoa oferece hospedagem em seu apartamento. É uma alternativa aos hotéis, potencialmente mais caros para turistas.

O rapaz que cedeu seu espaço para nós (vale ressaltar que ele não ficou no apartamento durante o tempo que estivemos por lá) foi muito gentil. Como previamente combinado, ele nos buscou no aeroporto de Ezeiza, que fica mais de 30 km distante do centro da capital. Quando decidimos viajar a Buenos Aires, este foi nosso primeiro medo, uma vez que muitos colegas relataram casos em que taxistas os enganaram para “rodar mais” pela cidade, já que ninguém conhece muito bem o caminho. Por isso conseguimos esse serviço com o rapaz, por um preço fixado de forma antecipada.

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O primeiro encanto foi quando chegamos ao apartamento, localizado em uma área central com muitos bares e restaurantes nas proximidades. Nossa primeira impressão foi de que Buenos Aires era a cidade do Sul que nunca dorme. Muito mais do que São Paulo. Vida ativa às 3 horas.

Nos dias que se passaram, eu e meu namorado nos propomos a viver como moradores da cidade, em vez de simplesmente turistas. Conhecemos alguns dos principais pontos de Buenos Aires, como a Casa Rosada, a Praça de Maio, a Rua Florida, o Obelisco, o Caminito, o Porto Madero e a ponte da Mulher, o estádio La Bombonera e a feirinha dominical de San Telmo.

Entre um e outro, no entanto, caminhamos pelas ruas da cidade, pegamos metrô, comemos em restaurantes utilizados pelos portenhos, ao invés dos preparados para receber turistas, e emendamos um portunhol atrás do outro em busca de comunicação. Voltamos encantados. Fomos muito bem tratados pelos argentinos em geral. A única grosseria que presenciamos foi – não sei se por coincidência – de uma brasileira que mora há alguns anos por lá.

Auxiliados pela tecnologia, e com o Google Maps aberto no celular, não nos sentimos enganados nenhuma vez. Os taxistas nos deixaram nos lugares combinados, pelo preço correto. Os restaurantes nos cobraram preços justos, e a hospedagem saiu por R$ 400 por pessoa, para um período de 7 dias. Sempre que precisamos de informações, os portenhos auxiliaram com um espanhol misturado com mímicas. Mesmo não sendo fluentes, entendemos tudo o que nos era dito.

Também não nos sentimos ameaçados de forma alguma. Apesar dos cuidados especiais com pertences pessoais, não presenciamos nenhum tipo de violência a nossa volta. Andamos nas ruas de forma segura, e encontramos policiais a cada esquina.

Sobre a comida, não houve surpresa quando descobrimos que tudo por lá tem doce de leite. Até uma barra de chocolate normal possui recheio de doce de leite. Mas convenhamos, isso não pode ser considerado ponto negativo. A arquiterura é linda e digna de estudos, e Buenos Aires é uma cidade muito arborizada, com diversos parques e praças utilizados por portenhos e turistas para descanso.

Voltamos extremamente encantados pelas terras vizinhas. Se Buenos Aires não estava no planejamento inicial de viagens, agora se tornou um destino a ser revisitado muitas e muitas vezes, sempre que possível.

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