Contas públicas
Câmara e Bairro da Juventude: mesmo gasto, diversos fins
Presidente da ACIC faz comparações para reivindicar redução de repasse ao Legislativo
Por Redação Engeplus
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Defensor ferrenho do estudo do Observatório Social, que aponta a redução de 5% para 3,5% do repasse da Prefeitura para a Câmara como uma importante medida para começar a equilibrar as contas públicas em Criciúma, o presidente da Associação Empresarial (ACIC), César Smielevski, aprofundou o debate com uma interessante comparação: o Legislativo e o Bairro da Juventude.
“A Câmara tem gasto mensal de R$ 1,3 milhão. O Bairro, de R$ 1,5 milhão. A Câmara recebe um checão por mês sem fazer coisa alguma. O Bairro mata um leão por dia para manter 1,5 mil crianças, com refeições, transporte e estudo”, exemplifica. “E notem o bem que o Bairro da Juventude faz para a cidade”, pondera.
Com a economia,
muito seria feito
Smielevski foi além. Se a Câmara aceitar reduzir o que recebe, isso gerará um retorno mensal de R$ 500 mil para a Prefeitura. “Se um estagiário ganha uma bolsa de estudos de R$ 500, estamos falando de mil bolsas. Se um médico ganha R$ 10 por consulta no SUS, estamos falando de 50 mil atendimentos por mês”, avalia o presidente da ACIC. “Imagino esse valor empregado no Hospital Santa Catarina”, comenta.
O empresário destaca, ainda, que diversas entidades a exemplo do Bairro prestam serviços dos mais diversos, “e todos fazem muito com uma merreca”. “E somos todos voluntários, e não ganhamos R$ 9 mil por mês nem temos dois assessores”, afirma, fazendo um contraponto com a realidade dos 17 vereadores da cidade. Smielevski lembra que, como presidente da ACIC, tem direito a uma ajuda de custo mensal de R$ 1 mil que entrega a duas entidades assistenciais.
Qual o papel
dos vereadores
“A Câmara, aceitando reduzir o repasse, não perde nada em eficiência e estaria ao lado da sociedade”, enfatiza Smielevski. O presidente chama a atenção, ainda, para o papel dos vereadores, “cujos 80% dos projetos no ano passado disseram respeito a nomes de ruas, de praças, títulos honoríficos e pedidos de lombadas”. E cobra a participação dos parlamentares na fiscalização da dívida da Prefeitura. “Há um déficit de R$ 115 milhões. Onde estava a Câmara fiscalizando? Não analisou? Não checou?”, indaga.
Até o momento, porém, a Câmara não demonstra sinais de que vá atender aos apelos da ACIC e Observatório Social pela devolução de parte do repasse do Executivo.



