Canal Viagens: As famosas praias de Maceió

Por Texto/fotos: Lene De Costa - lenedecosta@engeplus.com.br

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Rodar pela zona urbana é legal, mas quem vai a Maceió quer saber mesmo é de praia. E o primeiro lugar para o qual carregam o turista é a Praia do Francês. Dá pra entender: água naquele tom azulado, areia branquinha e uma orla contornada por coqueiros que deixa o cenário com cara de filme.

Como é basicamente freqüentada por turistas, a Praia do Francês já tem toda a estrutura necessária à beira-mar. Cadeiras de praia, guarda-sol, espreguiçadeira. Os atendentes das barracas de praia instalam o turista numa das “suítes”, como são chamadas, e o atendimento é feito durante todo o período.

O almoço pode ser agendado, e o visitante é chamado para subir ao restaurante quando os pratos já estão sendo servidos. Pagar a conta? Só no final do dia, e a regra vale até mesmo com o ambulante que prepara bebidas servidas no abacaxi. Primeiro se come, se bebe, se aproveita a praia, só depois se fala em dinheiro.

Não, obrigada
Para quem gosta de sossego, a Praia do Francês só tem um defeito, é a capital brasileira do “não, obrigado”. Não dá para ficar quieto ou bater papo sem ser interrompido por um vendedor. A cada dois minutos passa um ambulante apresentando seu produto. Dois minutos, às vezes menos. Exagero? Sente por lá meia hora e depois falamos sobre isso.

Os ambulantes oferecem tudo que se possa imaginar e mais um pouco. Sorvetes, caipirinhas, milho, queijo coalho, óculos de sol, roupas de praia, tatuagens de hena, como em qualquer praia. Mas não para por aí. Lagostas, capa de banco de carro, tapetes, CDs, cachaça curtida em frutas, vidros com caranguejos coloridos, pintor de quadros, repentistas. Os guias já costumam avisar: se não quiser dar dinheiro aos repentistas, melhor avisar de início, senão eles ficam cantando e colocando o turista na letra da música até receber.

Mesmo sendo uma praia bastante movimentada, o Francês já teve dias mais seguros. A extensão mais afastada das barracas agora é considerada perigosa. Muitos turistas já foram roubados na área mais distante dos banhistas, com registro de vários assaltos à mão armada. A recomendação é não passar da terceira placa à direita.

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As operadoras que levam a Maceió oferecem vários passeios às praias da região, em percursos de 50km a 250km. Como fiz uma viagem curta, optei por passar um dia na praia mais badalada da própria cidade, a Ponta Verde. É como a Praia Mole de Floripa para os maceioenses, com bares e restaurantes movimentados e vida noturna agitada. O local é bastante freqüentado pelos moradores, principalmente por quem faz caminhada ou anda de bicicleta à noite, já que a estrutura projetada é convidativa. E com o calor que faz em Maceió, não há quem consiga ficar em casa por lá.
Se a noite na Ponta Verde é de agitação, durante o dia o melhor negócio é alugar uma suíte e aproveitar a tranqüilidade e a belíssima vista bebendo uma água de coco. Além dos coqueiros e pedras que fazem dela uma praia fantástica, o farol instalado no local completa a paisagem.

Chuva? Já vai passar
Uma das recomendações da guia quando desci no aeroporto de Maceió foi não me estressar com a chuva. Segundo ela, a chuva em Maceió é sempre passageira. Duvidei. Mas tive oportunidade de comprovar que é sério. Aconteceu duas vezes. Acordei às cinco da manhã com a maior chuva, daquelas desanimadoras para qualquer turista.

Fui para o banho descrente, prevendo um dia de hotel entediante, e quando sai do chuveiro o sol já mostrava toda a sua força. Na Ponta Verde tive uma experiência semelhante. Estava na beira-mar, as nuvens começaram a escurecer, o tempo fechou, chuva forte. Quinze minutos depois eu já estava de volta à areia, suando e procurando meu bloqueador. Tem coisa mais atrativa pra um turista de praia do que a garantia de sol todo dia?

Esticadinha
E já que estamos em Maceió, por que não esticar um pouquinho e conhecer Porto de Galinhas, em Pernambuco? Sim, tem muita gente que faz isso. Eu fiz. É pra lá que vamos na próxima semana.

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