Por Redação Engeplus
EmPortal Engeplus lança neste domingo o canal Viagens para estreitar ainda mais a sua relação com os leitores.
A novidade substitui o canal Turismo para interagir com quem deseja partilhar o prazer de ter conhecido cidades, regiões e países.
A idéia consiste, como sugere o nome do novo canal, em publicar depoimentos sobre viagens, ilustrados por fotos pessoais.
Convidado para a estréia, o leitor Marcelo Rovaris inaugura o canal. Entre em contato conosco pelo email jornalismo@engeplus.com.br se quiser colaborar e narrar a sua viagem nas próximas semanas.
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Marcelo Rovaris
mbrovaris@terra.com.br
A idéia de viajar à Argentina surgiu em meados de abril, mas, devido às nossas funções e compromissos, escolhemos o feriadão de Corpus Christi, pois sabíamos que perderíamos algum tempo (dias) na estrada dirigindo.
Como é sabido, os aeroportos brasileiros andam com sérios problemas, então, o tempo perdido na estrada se igualaria ao tempo de espera em salas de embarque de aeroportos.
O tempo de vôo entre Porto Alegre e Buenos Aires é de 90 minutos, diferente das 15 a 16 horas por via terrestre. A passagem aérea custa, na média, R$ 450,00 (Gol) por pessoa.
Saimos de Criciúma em direção a Porto Alegre e de lá pegamos a BR-116 em direção a Pelotas. Depois, a BR-471 em direção a Chuí (RS), totalizando 770 km. Neste trecho, gasta-se R$ 190 (77 litros x R$ 2,50/litro) de gasolina, mais R$ 35 de pedágio desde a Free Way até Pelotas.
Chegando na fronteira (Chuí - RS / Chuy - URU), existe um área para free shop, diga-se, muito limitado, em relação aos produtos vendidos. Uma dica: procure uma casa de câmbio e compre 150 pesos uruguaios ou R$ 15 para os três pedágios ou "pejos" até Montevídeo.
Passando pela imigração uruguaia, onde se deve apresentar uma documentação específica: carteira de identidade atualizada (10 anos) ou passaporte; documento do carro; seguro obrigatório do veículo para o Mercosul, conhecido como "Carta Verde".
Atenção: as autoridades, tanto uruguaias como argentinas, não aceitam (reconhecem) a atual carteira de motorista brasileira como documento de identidade, portanto, a imigração não permite a entrada no país com esse documento.
A partir de Chuy (URU) até Punta del Leste, roda-se cerca de 250 km pela Ruta 9. Vai mais uma dica: respeite as sinalizações de trânsito pois há policiamento (Policia Costanera, para nós, a polícia rodoviária federal) pela via.
A rede hoteleira em Punta del Leste é diversificada. Encontra-se hóteis com diárias a partir de US$ 40,00 (duplo), mas os mais bem localizados (Península) custam US$ 65 ou mais, onde se encontra o famoso Cassino e Resort Conrad. (site: www.visit-uruguay.com/port/index.htm)
Em Punta, não deixe de conhecer o Conrad, Casa Pueblo, em Punta Ballena.
De Punta, vá em direção a Montevídeo, que dista 100 km, pela Ruta 10, uma autopista duplicada de ótima conservação, bem acima das estradas brasileiras pedagiadas.
Em Montevídeo, cidade onde se concentra mais da metade da população uruguaia, existem muitos pontos turísticos, destacando-se a parte antiga da cidade. Muito bem urbanizada , mas pouco sinalizada (nome de ruas, as calles uruguaias), onde, em alguns momentos, a gente se perde devido à alta existência de ruas com mão única.
Para Buenos Aires se vai preferencialmente por via marítima, atravessando o Rio da Prata, utilizando um serviço de transporte marítimo conhecido por Buquebus (www.buquebus.com). Localiza-se no porto de Montevídeo. A viagem dura em média duas horas e 30 minutos a um custo de R$ 150 por pessoa, mais R$ 200 pelo veículo (auto - com bodega, que é garagem).
Uma outra saída para Buenos Aires pelo Buquebus seria por Colônia del Sacramento. Localiza-se ao sul, distante 180 km (Rota 1) da capital uruguaia. O tempo de travessia do Rio da Prata reduz para uma hora.
NA ARGENTINA
Em Buenos Aires, o Eladia Isabel (Buquebus) atraca em Puerto Madero (Dársena Norte). O trânsito da capital argentina é caótico, mas anda. Não se vê tantas filas, é muito rápido. Devido ao alto contigente de policiais (policia federal) nas via públicas, a capital argentina se torna uma cidade segura. O povo é educado e recebe muito bem os brasileiros.
A rede de hotéis em Buenos Aires é completa. Ficamos no hotel Sarmiento, com diárias de R$ 150 ou R$ 100. Os quartos eram pequenos. A gasolina em Buenos Aires custa R$ 1,30 e o GNV R$ 0,50, portanto os táxis são muito baratos.
A capital argentina é repleta de coisas a se conhecer. Existem city tours a partir de US$ 11 pelos principais pontos turísticos da cidade. Dura cerca de três horas e é o próprio hotel que faz o contato. A empresa turística pega o turista no hotel e o passeio é realizado por microônibus começando pelo famoso bairro italiano (genovês) La Boca, com as fachadas das casas muita coloridas.
De quinta-feira a domingo e feriados funciona a Feira de Artesanatos de La Boca, onde artistas locais expõem suas obras no Caminito, local criado na década de 50 pelo artista boquense Benito Martin.
Outro ponto turístico importante para os argentinos é a Praça de Maio até a Praça do Congresso Argentino. Esses dois pontos extremos estão unidos pela Avenida de Mayo. Uma via perpendicular a Av. 9 de julho. Por via subterrânea, está a linha A (Linea A) de metrô, a um custo de R$ 0,70 ou R$ 0,45.
No extremo-sul da Praça de Maio encontra-se a imponente Casa Rosada, sede do poder executivo da Argentina, e a Catedral Metropolitana. No outro extremo está a Praça Congresso, onde se encontrarão o Palácio do Congresso e o Senado federal.
Pela Avenida de Maio, após cruzar a 9 de julho, chega-se ao famoso Café Tortoni. De metrô ,pela linha A, é só descer na estação Lima. É o café mais tradicional da capital, fundado em 1958 por um francês de apelido Touan. A comida e o atendimento são ótimos. Em todas as noites, há apresentações de tango em seus pequenos anfiteatros. Vale muito a pena!!!
A Praça da Repúbllica é onde se encontra o Obelisco (Av. 9 de Julho), monumento erguido em 1936 para se comemorar o quarto centenário de Buenos Aires. A três quadras do Obelisco, vê-se o Teatro Colon. Dizem os argetinos, o maior templo lírico do hemisfério sul, construído entre 1889 a 1908 por italianos.
Descendo do Obelisco pela Avenida Corrientes chega-se ao centro de compras dos turistas, a Avenida Florida. Preços bons e muitas lojas vendem com Tax Free. O Governo devolve os impostos, incentivando o consumo pelo estrangeiro.
A parte gastronômica de Buenos Aires é, sem dúvida, a Recoleta. Inúmeros restaurantes que servem muita carne vermelha e massas. Não deixe de pedir pão de entrada. O pão argentino é o verdadeiro pão, muito delicioso.
Outro ponto turístico na Recoleta é o cemitério e a grande atração é o túmulo da Evita. Na Praça França, encontra-se o Museu Nacional de Belas Artes e a Faculdade de Direito e Ciências Sociais. No outro lado da Faculdade está a Praça das Nações Unidas, com a enorme Florallis Genérica, um monumento em forma de flor com seis pétalas, feito em alumínio e pesando cerca de 18 toneladas.
Em Puerto Madero, região à beira do Rio da Prata, tem-se um local revitalizado, com muitos restaurantes, cafeterias e bares. Geralmente, os preços em Puerto Madero são bem salgados, mas o local propício para se passear a pé ou de bicicleta.
Existe uma fragata prefeitura para turistas conhecerem o interior de uma barco de guerra. Outro projeto arquitetônico que chama a atenção dos turistas é a Ponte de la Mujer. Uma ponte pênsil projetada por arquiteto espanhol Santiago Calatrava.
Finalizando Puerto Madero, encontra-se o Casino Buenos Aires, aberto todos os dias e horas. Em Palermo, o bairro italiano de Buenos Aires, muitas praças, Jardim Botânico e Zoológico, Hipódromo Argentino, Buenos Aires Lawn Tennis e o Club Municipal de Golf.
A volta é sempre cansativa. Tínhamos que rodar 670 km na primeira parte da volta. Saindo de Buenos Aires pela autopista Luganos, Rota 9 até Zarate (88km), onde se pega a rota 14 até Colón (236 km). Entramos no Uruguai (Paysandu) e rodamos mais 231 km até Tacuarembó por uma estrada erma e mal cuidada. Não se vê um poste com iluminação, muito menos policiamento na rodovia. Não recomendo esta estrada à noite, como nós viajamos.
Após esse trecho, mais 115 km e estávamos em Rivera (URU) / Santana do Livramento (RS), região de free shop, com um comércio mais abragente que Chuy. A hotelaria é melhor no Brasil (Hotel Jandaia - diária de R$ 130, apartamento duplo, muito espaço e com excelente café da manhã). No outro dia, rodamos mais 800 km até Criciúma.
SITES IMPORTANTES
www.buenosaires.gov.ar
www.buenosairestravel.ws/espanol/index.htm
www.viajarhoy.com.ar
www.goargentina.net/hotels/buenosaires
www.ticketek.com.ar (compra de ingressos de shows, eventos, esportes...)


































