Por Texto/fotos: Lene De Costa - lenedecosta@engeplus.com.br
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Uma visita a Buenos Aires não é completa sem passar por dois curiosos bairros da capital argentina: La Boca e Recoleta.
A primeira parada do dia, em La Boca, é no Estádio Alberto J. Armando, popularmente chamado de La Bombonera, sede oficial do Atlético Boca Juniors. O apelido veio da disposição em camadas das cadeiras e arquibancadas, comparado a uma caixa de bombons para aproveitar melhor o pequeno espaço disponível para a construção do estádio.
O time com maior número de torcedores na Argentina ganhou projeção mundial graças a sua maior revelação, Diego Maradona. Como o intuito é apenas “secar” um pouquinho, nos limitamos a visitar e fotografar apenas a parte externa.
A atração seguinte é visitar o Caminito, região mais colorida de Buenos Aires. Foi a origem humilde de seus primeiros habitantes que acabou fazendo de La Boca um dos principais pontos turísticos da capital argentina. Zona portuária, era onde residiam os estrangeiros que, sem dinheiro para investir em moradia, utilizavam restos de tintas que sobravam dos navios para pintar suas casas.
Tábuas de madeira, telhas e placas de lata eram usadas para construir as paredes, e cada pedacinho ganhava uma cor. Ao longo do tempo as ruas foram se transformando em museu a céu aberto e os imóveis sendo restaurados e dando lugar a pontos comerciais, conjunto que atrai diariamente grande número de turistas ao local.
No Caminito pode-se comer em bons restaurantes, tirar fotos tradicionais com dançadores de tango e aproveitar para comprar uma infinidade de souvenirs com preços mais em conta do que na área central.
A última visita, já no finzinho da viagem, é ao bairro da Recoleta. Em estilo francês, o bairro conserva semelhanças com as ruas de Paris, bastante arborizado, com restaurantes sofisticados e concentrando a maior parte das joalherias e lojas de grifes internacionais.
Museus e galerias de arte podem ser visitados nesta região, mas o mais conhecido ponto turístico é, até hoje, o Cemitério da Recoleta. Nos luxuosos mausoléus descansam as maiores personalidades argentinas, entre elas o ex-presidente Sarmiento e a adorada Evita Peron. O modesto jazigo da família Duarte é o mais procurado e, deixando de lado qualquer aspecto bizarro, foto indispensável para o álbum.
Mas a fama do Cemitério da Recoleta não vem apenas de seus ilustres alojados. O local atrai os turistas por conter um grande número de mausoléus com caixões expostos. Protegidos somente por vidro, alguns nem isto, apenas a grade, ficam as urnas funerárias cobertas por muita poeira e teias de aranha. É, no mínimo, curioso, mas para alguns pode ser chocante.
É na Recoleta que me despeço do grupo da Unesc. No final do dia o ônibus começa a jornada de volta à Criciúma, com um pit stop em Rivera, na fronteira Uruguaia, para compras no Free Shop. Eu sigo em frente, agora de carro, mais 1.500km, rumo à Cordilheira dos Andes e ao Oceano Pacífico, no Chile. História para o próximo capítulo.
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