Por Texto/fotos: Lene De Costa - lenedecosta@engeplus.com.br
EmPara ir de Criciúma a Natal, na pontinha mais ao leste do mapa do Brasil, é preciso percorrer 3.850 km, mas a longa viagem é recompensada pelas fascinantes características reunidas no litoral do Rio Grande do Norte.
Conhecida como a Cidade do Sol por oferecer mais de 300 dias ensolarados por ano, a capital potiguar concentra belíssimos cenários em seus 20 km de praias urbanas. Sem contar os inúmeros paraísos localizados ao redor.
Para driblar o calor, o turista recebe uma mãozinha da natureza: a posição geográfica faz com que a região tenha permanentemente a presença dos ventos alísios, muito bem-vindos dia e noite. A localização também fez de Natal ponto estratégico em tempos de guerra e a cidade conserva até hoje traços desta influência.
Há bairros com avenidas numeradas, como nos Estados Unidos, muitas informações aparecem traduzidas para o inglês e cerca de 40% da população de 900 mil habitantes é militar. Os céus são rasgados com frequência por caças da Força Aérea Brasileira, sediada lá.
Em Parnamirim, cidade colada em Natal, fica a Barreira do Inferno, a primeira base de lançamento de foguetes da América Latina. Atualmente desativada, a base é aberta à visitação e réplicas de foguetes entram para o álbum de fotos de muitos turistas.
Ponta Negra, Praia dos Artistas, Praia do Meio e Praia do Forte são as opções de quem fica na zona central de Natal. Pegando o acesso norte vem Redinha, Santa Rita, Genipabu (talvez Jenipabu, pelas placas não fica muito claro), Barra do Rio, Graçandu, Pitangi, Jacumã, Muriu e Maxaranguape.
Rodando para o sul se chega a Cotovelo, Pirangi, Buzios, Tabatinga, Camurupim, Barreta, Malembá, Tibau do Sul e Pipa. Todas valem à pena pelo visual e águas mornas e, com exceção do modo como se escolhe chegar a Pipa, o acesso é bem fácil a todas.
Para Pipa, é mais prático fazer o passeio oferecido pelas operadoras ou atravessar as areias de buggy. Mas, de carro popular e com um guia local no volante, dá pra escalar os 5 km de dunas e chegar até lá. Acredite, eu fui de carro.
Entre as atrações de Natal estão a visita ao Forte dos Reis Magos, nome dado em referência à data de conclusão da obra, 6 de janeiro de 1598, e a ida ao Maior Cajueiro do Mundo. O acesso ao forte é feito por uma passarela de 800 metros sobre o Rio Potengi. A entrada custa R$ 3 e a vista do alto da construção é maravilhosa.
Já o cajueiro fica na praia de Pirangi do Norte e toma toda uma gigantesca quadra. Na safra, cerca de 80 mil cajus são colhidos na árvore.
Além da belezas das praia, a visita a Natal ainda proporciona uma viagem pela culinária nordestina. Camarões e lagostas têm preços bem mais atrativos do que os do litoral catarinense e são usados como base em dezenas de saborosas receitas. E as frutas típicas têm seu espaço garantido.
No calor, nada melhor que uma parada para um suco ou sorvete de mangaba, pitomba, cajá, caju, graviola, manga ou umbu. E dá-lhe água de coco.
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Fiquei encantado com as imagens do Rio Grande do Norte.
Em 1987, estive em Natal e conheci Ponta Negra, o Forte dos Reis Magos, Praia da Pipa etc.
Confesso que me deu saudade.
Um abraço e meus parabéns pelo portal.
Rogerio Goulart – Curitiba


































