Por Texto/fotos: Lene De Costa - lenedecosta@engeplus.com.br
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Hola que tal! O cumprimento mais famoso da língua espanhola – idioma de nossos hermanos argentinos - virou bordão entre os participantes da viagem de imersão à Buenos Aires realizada pela Unesc pouco antes do Natal.
No grupo coordenado pelos professores Marcelo Pastafíglia, Carlos Arcângelo Schlickmann e Nara Palácios Cechella estavam 37 pessoas: estudantes dos cursos de Letras, Secretariado Executivo, Comércio Exterior, História, e alguns metidos que não estão mais na universidade (entre eles yo!).
A imersão somou aulas teóricas na Escola Mundo Espanhol e passeios para conhecer a história e cultura do país vizinho. Como não poderia faltar o contato com a música, uma aula de tango também foi incluída no pacote.
Para viabilizar um custo acessível a viagem foi feita em ônibus e as acomodações divididas em até seis pessoas. Os quase 2.000km via Uruguai até a capital Argentina transcorreram praticamente sem percalços. Na imigração Brasil/Uruguai, feita em Rivera às 2h da madrugada, tudo certo. Na imigração argentina, em Cólon, às 9 da manhã, tudo certo também.
Mas a 100km de Buenos Aires, quase 24h depois da saída de Criciúma, a polícia argentina resolve nos deixar um pouco mais na estrada. Pelo que entendemos, ausência de uma faixinha de identificação no ônibus. Tem na lateral, mas falta a da frente - lembrando que é o ônibus que já entrou no país outras vezes.
Mais de uma hora de negociações, multa e, aí sim, liberação. Para quem vai de carro a coisa não é mais fácil. É quase impossível chegar ao destino sem cair na peneira que exige os dois triângulos de sinalização, faróis acesos permanentemente, Carta Verde, kit de primeiros socorros e por aí vai. A festa é não encontrar alguma coisa, já que os valores das multas parecem variar de acordo com os negociadores.
Outra observação que só quem cruza o país de carro pode fazer é a qualidade das estradas argentinas, excelentes. A maior parte é duplicada, bem sinalizada, bem iluminada, segura, e não existem buracos. Há um número considerável de pedágios, mas os valores, quando convertidos para a nossa moeda, ficam entre centavos ou R$ 2 a R$ 3. Não dá para reclamar.
La ciudad
Os contrastes de Buenos Aires são fascinantes. Chamada de “a capital mais européia da América do Sul”, a cidade faz por merecer o apelido. Construções imponentes erguidas no início do século 19 realçam a influência italiana, francesa e espanhola e dividem espaço harmoniosamente com os arranha-céus mais atuais carregados de vidro em design ousado.
Quem chega a Buenos Aires é recepcionado diretamente pelo Obelisco. O monumento fica no cruzamento das movimentadas avenidas 9 de Julio e Corrientes, tem 67 metros de altura e foi construído em 1936 para marcar os 400 anos de uma das datas de fundação da cidade (são duas).
Na Plaza de Mayo, centro da vida política de Buenos Aires, está a Casa Rosada, sede do poder executivo e um dos principais cartões postais do país. Na noite anterior a nossa visita o local abrigou as comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos e, por isso, nossas fotos exibem em primeiro plano os andaimes da estrutura do show.
O passeio pelos principais pontos de Buenos Aires nos levou também a Puerto Madero, zona portuária que se converteu em exemplo de reestruturação urbana para o mundo. Hoje é o bairro mais caro da cidade e conta com bares e restaurantes frequentados por personalidades, prédios residenciais de até 50 andares, luxuosos hotéis, salas de cinema, teatros, sedes de empresas multinacionais. É em Puerto Madero que está ainda outro símbolo da cidade, a Puente de La Mujer.
A visita à capital argentina nos leva ainda a percorrer a Calle Florida, principal rua comercial e destinada apenas ao tráfego de pedestres. O fluxo de pessoas é tão intenso e organizado que atravessar de um lado para outro em alguns momentos se torna tarefa difícil.
O trânsito em Buenos Aires, por sinal, é de deixar qualquer criciumense achando pra lá de ameno o caos no tráfego durante as obras do sistema de esgoto executadas aqui no ano passado. Engarrafamentos frequentes, motoristas nervosos, ruas interrompidas, taxistas fazendo manobras arriscadas, buzinas, buzinas, buzinas. Coisa de cidade de 3 milhões de habitantes, né?
No próximo capítulo: A diversidade e o tango em San Telmo. E depois da imersão argentina o Canal Viagens ainda cruza os Andes e vai até o Chile. Venha com a gente!


































